
Obra faz crítica ao negacionismo de Trump
Túlio Amâncio/Band
A poucos metros dos acessos à COP30, em Belém, uma escultura pintada em tons de laranja tem chamado atenção de delegações, ativistas e curiosos. Batizada de “Praga Laranja”, a obra é assinada pelo artista dinamarquês Jens Galschiøt e faz uma referência direta ao ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, alvo recorrente de críticas internacionais por sua postura negacionista em relação à crise climática.
A peça, instalada no espaço público que margeia a entrada da Blue Zone, retrata uma figura corpulenta e de feições abruptas manipulando pequenas pessoas e elementos ligados ao clima. Segundo o artista, a imagem busca sintetizar os impactos de líderes políticos que, ao negar a ciência, “usam o poder para controlar narrativas e enfraquecer avanços ambientais”.
Galschiøt afirmou que escolheu expor a obra durante a COP30 justamente para provocar reflexão em meio às negociações climáticas. A intenção, diz, é lembrar que decisões tomadas por governos contrários à agenda ambiental repercutem globalmente. “A escultura é um alerta sobre como o autoritarismo e o negacionismo colocam o planeta em risco”, declarou.
Embora não esteja dentro da programação oficial da conferência, a “Praga Laranja” se tornou ponto de parada de delegações e ativistas que circulam pela área. Para alguns observadores, a presença da obra reforça a atmosfera política que envolve esta edição da COP, marcada pela pressão de países e organizações para que compromissos climáticos sejam acelerados diante do agravamento dos eventos extremos.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber

