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Presidente do PT do Rio diz que megaoperação 'foi bem sucedida' e defende GCM com fuzil

As falas contrastam com posições de líderes do PT, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que classificou a ação no Rio como “desastrosa”

Da redação
DA REDAÇÃO

01/12/2025 • 15:11 • Atualizado em 01/12/2025 • 15:21

Diego Zeidan

Diego Zeidan

Reprodução/Instagram/diegozeidan

O presidente do diretório estadual do PT no Rio de Janeiro, Diego Zeidan, afirmou nesta segunda-feira, 1º, que a megaoperação contra o Comando Vermelho nos complexos da Penha e do Alemão — que deixou 122 mortos — “foi bem-sucedida” e que o partido “não pode cometer o erro de ser contra esse tipo de ação”.

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Zeidan, que é filho do prefeito de Maricá, Washington Quaquá, vice-presidente nacional do PT, também defendeu o armamento da guarda municipal da cidade com fuzis, afirmando que isso permitiria às equipes atuarem em favelas.

“A operação cometeu o grande assassinato de 120 jovens… O combate ao crime organizado é necessário. Não podemos ter a demagogia de achar que a polícia não deve entrar armada. Se há criminosos com fuzis, erguendo barricadas e impedindo a entrada do Estado, o Estado precisa reagir. Não podemos cometer o erro de ser contra uma operação assim”, declarou.

As falas contrastam com posições de líderes do PT, como o presidente nacional do partido, Edinho Silva, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que classificou a ação no Rio como “desastrosa”. Para Zeidan, no entanto, a operação foi eficaz — e sua única crítica é que o poder público não permaneceu nos territórios após a incursão.

“A crítica que faço é: não adianta uma operação contra o crime organizado que, na minha opinião, foi bem-sucedida, mas no dia seguinte o Estado sair da favela”, afirmou.

Zeidan acrescentou que o armamento das guardas municipais deve ser debatido internamente no partido. Segundo ele, a guarda de Maricá está sendo equipada e receberá treinamento do Batalhão de Operações Especiais (Bope), além de fuzis, para atuar em áreas dominadas pelo tráfico.

“A questão das forças municipais de segurança e do armamento da guarda também é fundamental. Em Maricá, estamos armando a guarda porque queremos fazer o enfrentamento direto ao crime organizado. Vamos treinar com o Bope, comprar fuzis, para que possamos entrar nas favelas. É inaceitável que existam territórios sob domínio armado”, afirmou.