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Pressão dos filhos e isolamento na prisão moldaram carta de Bolsonaro

A avaliação foi feita a partir de conversas do repórter Túlio Amâncio, da TV Band, com três caciques do centrão

Túlio Amâncio
TÚLIO AMÂNCIO

25/12/2025 • 10:59 • Atualizado em 25/12/2025 • 10:59

Bastidores de Brasília
Carta de Bolsonaro

Carta de Bolsonaro

Augusta Proença/Band

Líderes do centrão avaliam que a carta deixada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, lida pelo senador Flávio Bolsonaro antes da cirurgia realizada nesta quinta-feira (25), reflete o isolamento político vivido por ele na prisão, longe das negociações políticas, e a pressão exercida pelos próprios filhos.

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A avaliação foi feita a partir de conversas do repórter Túlio Amâncio, da TV Band, com três caciques do centrão. Segundo esses dirigentes, que defendiam o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como candidato à Presidência, a tendência agora é de manutenção da candidatura de Flávio Bolsonaro até o fim do processo eleitoral de 2026.

Para esses líderes, o conteúdo da carta revela um Bolsonaro afastado do cotidiano das negociações políticas e da realidade do Congresso, além de demonstrar influência direta do núcleo familiar nas decisões estratégicas do ex-presidente.

Antes da cirurgia, Bolsonaro recebeu a visita dos filhos Carlos Bolsonaro, vereador no Rio de Janeiro, e Flávio Bolsonaro, senador. Na saída do hospital, Flávio leu uma carta escrita de próprio punho pelo pai na terça-feira, quando ainda estava preso na Superintendência da Polícia Federal, embora o documento tenha sido datado de 25 de dezembro, com indicação de leitura no Natal.

No texto, Bolsonaro afirma ter decidido indicar o filho como pré-candidato à Presidência da República em 2026. “Diante desse cenário de injustiça e com o compromisso de não permitir que a vontade popular seja silenciada, tomo a decisão de indicar Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência da República em 2026”, escreveu.

Na sequência, o ex-presidente diz entregar “o que há de mais importante na vida de um pai: o próprio filho, para resgatar o nosso Brasil”. Segundo ele, a decisão seria “consciente, legítima e amparada no desejo de preservar a representação daqueles que confiaram” em seu mandato.

Bolsonaro ainda afirma que Flávio representa a continuidade de um projeto iniciado antes mesmo de sua Presidência e defende a retomada da condução do país “com justiça, firmeza e lealdade aos anseios do povo brasileiro”.

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