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Dinamarca alerta que ataque dos EUA à Groenlândia decretaria fim da Otan

A primeira-ministra Mette Frederiksen reagiu às ameaças de Donald Trump e afirmou que uma ação militar dos EUA contra a ilha romperia a aliança transatlântica.

Da redação, com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO, COM ESTADÃO CONTEÚDO

05/01/2026 • 15:05 • Atualizado em 05/01/2026 • 15:15

Mette Frederiksen, primeira-ministra da Dinamarca

Mette Frederiksen, primeira-ministra da Dinamarca

Mads Claus Rasmussen/Ritzau Scanpix/via REUTERS

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou que uma eventual ofensiva dos Estados Unidos contra a Groenlândia significaria o encerramento das atividades da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A declaração foi feita em entrevista à emissora dinamarquesa TV2, em um momento de escalada de tensão diplomática entre Copenhague e Washington.

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Frederiksen destacou que as pretensões do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre o território dinamarquês devem ser encaradas com gravidade. "Acredito que se deve levar a sério o presidente norte-americano quando ele diz que quer a Groenlândia", alertou a líder dinamarquesa.

Ameaça à integridade da aliança militar

A premiê foi enfática ao projetar as consequências de um conflito armado iniciado pelo principal parceiro da coalizão contra um aliado. Para Frederiksen, a agressão militar dos EUA a outro país membro da Otan tornaria a existência da organização insustentável.

"Deixarei claro que, se os EUA optarem por atacar militarmente outro país da Otan, então tudo acaba, incluindo a organização", acrescentou a primeira-ministra. A fala reflete o temor de que o interesse dos Estados Unidos na região do Ártico ultrapasse as vias diplomáticas.

Importância estratégica da Groenlândia

As declarações ocorrem em meio ao contínuo interesse manifestado por Donald Trump em adquirir a Groenlândia. Embora seja um território autônomo pertencente ao Reino da Dinamarca, a ilha possui uma localização estratégica vital no Ártico, o que a torna um alvo geopolítico para o governo norte-americano.

Diante das pressões, Frederiksen exigiu formalmente que os Estados Unidos cessem as ameaças ao território. A postura da Dinamarca recebeu apoio internacional imediato; o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, manifestou-se publicamente em favor de Frederiksen, endossando a posição dinamarquesa frente às investidas de Trump.