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Professor universitário é preso sob suspeita de abusar de crianças no RJ

Investigação da Polícia Civil aponta que advogado usava projeto de assistência jurídica para aliciar vítimas em situação de vulnerabilidade social no Grajaú

Da redação
DA REDAÇÃO

10/03/2026 • 16:56 • Atualizado em 10/03/2026 • 17:06

Polícia do Rio de Janeiro

Polícia do Rio de Janeiro

Reprodução/Agência Brasil

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta terça-feira (10), um advogado e professor de Direito Penal suspeito de abusar sexualmente de quatro menores de idade. A prisão ocorreu na residência do investigado, localizada no bairro do Grajaú, na Zona Norte da capital fluminense. Além dos abusos, ele é investigado pela produção e armazenamento de vídeos e fotografias contendo pornografia infantil. A identidade do suspeito não foi revelada pelas autoridades.

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As investigações conduzidas pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) revelam que o professor utilizava sua posição em um projeto de assistência jurídica para aliciar as vítimas. Ele explorava a carência financeira de famílias em situação de vulnerabilidade social atendidas pelo projeto. Para manter a proximidade com as crianças e adolescentes, o homem oferecia pequenos benefícios, como lanches e alimentos, estabelecendo uma relação de confiança distorcida para facilitar os crimes.

Cooperação internacional e apreensões

O caso chegou ao conhecimento da polícia brasileira por meio da troca de informações com organismos internacionais. Esses órgãos identificaram a produção e o armazenamento de arquivos ilícitos em aparelhos eletrônicos vinculados ao advogado. Por meio do cruzamento de dados e análise de inteligência, os agentes conseguiram identificar inicialmente duas vítimas, de 10 e 14 anos, residentes em comunidades do Rio de Janeiro. A polícia afirma que há indícios de outras vítimas ainda não identificadas.

Durante o cumprimento do mandado de prisão temporária por estupro de vulnerável e posse de pornografia infantil, os policiais encontraram substâncias entorpecentes na casa do suspeito. O material foi apreendido e será objeto de uma nova frente de apuração. Até o momento, a defesa do professor não foi localizada para comentar as acusações, uma vez que o processo segue sob sigilo.

Com informações do Estadão Conteúdo