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Americanos vão às ruas protestar contra Donald Trump nos EUA

Manifestantes protestam contra a guerra no Irã e às ações agressivas do ICE

Da redação
DA REDAÇÃO

28/03/2026 • 16:20 • Atualizado em 28/03/2026 • 16:27

Manifestantes seguram cartazes durante um protesto "Chega de Reis" contra as políticas do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, na cidade de Nova York, Nova York, EUA

Manifestantes seguram cartazes durante um protesto "Chega de Reis" contra as políticas do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, na cidade de Nova York, Nova York, EUA

Reuters

Americanos de várias cidades saíram às ruas neste sábado (28) durante protestos contra as políticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, principalmente em relação à guerra no Irã e às ações agressivas de fiscalização da imigração promovidas pelo Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira dos Estados Unidos, conhecido como ICE.

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São esperadas mais de 9 milhões de pessoas em todo o país nas manifestações "No Kings" (Sem Reis). Ainda não há balanço parcial sobre a adesão do público.

Os organizadores dizem que devem ocorrer 3 mil manifestações simultaneamente pelo país. O Estado de Minnesota é o centro das atenções, por causa das ações do ICE.

A onda de protestos também chegou fora dos Estados Unidos, em cidades europeias como Londres, Paris, Berlim e Roma.

Essa é a terceira vez em menos de um ano que os americanos saem às ruas para protestar contra Donald Trump. Os americanos protestam também contra a revogação dos direitos dos transgêneros pelo governo do Republicano.

Em Washington, centenas de manifestantes percorreram as ruas passando por monumentos históricos como o Lincoln Memorial, carregando cartazes com os dizeres "Abaixe a coroa, palhaço" e "A mudança de regime começa em casa". Os manifestantes também entoaram cânticos como "Chega de reis".

Organizadores nos Estados Unidos disseram a repórteres em entrevista coletiva que esperam que os protestos de sábado sejam maiores do que as duas primeiras rodadas de manifestações do movimento "No Kings", que, segundo estimativas, atraíram mais de 5 milhões de pessoas em junho e mais de 7 milhões em outubro.

A Casa Branca desdenhou da mobilização popular. A porta-voz Abigail Jackson descreveu as manifestações como produto de "redes de financiamento de esquerda" com pouco apoio público real.

O Comitê Nacional Republicano do Congresso (NRCC) também fez críticas contundentes. "Esses 'Comícios de Ódio à América' são onde as fantasias mais violentas e perturbadas da extrema-esquerda ganham um microfone", disse Maureen O'Toole, porta-voz do NRCC.

Mais de 9 milhões de pessoas devem ir às ruas para protestar contra Trump nos EUA  Crédito: Reuters

Mais de 9 milhões de pessoas devem ir às ruas para protestar contra Trump nos EUA  Crédito: Reuters

Minnesota é epicentro do problema

Os organizadores escolheram o comício no Capitólio de Minnesota, em St. Paul, como o evento principal em nível nacional, onde agentes federais mataram a tiros duas pessoas que monitoravam a repressão à imigração de Trump. O Estado se tornou um epicentro de resistência.

A atração principal da cerimônia é Bruce Springsteen. Ele cantará a música "Streets of Minneapolis", canção que ele escreveu em resposta às mortes de Renee Good e Alex Pretti, e em homenagem aos milhares de moradores de Minnesota que foram às ruas.

Os organizadores de Minnesota disseram às autoridades estaduais que esperam 100 mil pessoas reunidas nos jardins do Capitólio, onde o evento de junho passado atraiu cerca de 80 mil pessoas.

O comício em St. Paul também contará com a presença da cantora Joan Baez , da atriz Jane Fonda, do senador Bernie Sanders e de uma longa lista de outros ativistas, líderes sindicais e autoridades eleitas.

Com Agência Estado e agências internacionais