
Favelas do Brasil: IBGE mostra dados da vida nas comunidades
Fernando Frazão/Agência Brasil
Resumo
Relatório do IBGE aponta que 3,1 milhões de pessoas em favelas brasileiras moravam, em 2022, em vias acessíveis apenas por moto, bicicleta ou a pé, dificultando o acesso a serviços públicos como coleta de lixo e ambulâncias; esse contingente representa 19,2% da população dessas áreas, enquanto fora delas o índice é de 1,4%.
Infraestrutura básica revela que 21,7% dos moradores de favelas residem em trechos sem pavimentação, 54,6% vivem sem bueiros ou bocas de lobo e apenas 5,2% têm acesso a pontos de ônibus ou van, contrastando com melhores índices fora das comunidades, onde 91,8% habitam vias pavimentadas e 61,8% contam com bueiros.
Principais favelas destacam Rocinha, Rio das Pedras e Paraisópolis com altos percentuais de moradores em vias de difícil acesso, enquanto Cidade Olímpica e Coroadinho registram baixos índices de moradores com acesso a bueiros; em contrapartida, Baixadas do Condor, Baixadas da Estrada Nova Jurunas e Zumbi dos Palmares/Nova Luz apresentam melhores condições de infraestrutura.
O país tinha 3,1 milhões de pessoas morando em vias de favelas e comunidades urbanas acessíveis apenas por moto, bicicleta ou a pé em 2022, representando 19,2% do total da população nesses territórios, segundo o IBGE. Situação que dificulta a oferta de serviços públicos como coleta de lixo e atendimento por ambulância.
Fora dessas áreas, apenas 1,4% da população convivia com essa situação. Em 2022, 78,3% (12,7 milhões) dos moradores de favelas viviam em trechos de vias pavimentados, enquanto 21,7% (3,5 milhões) residiam em trechos sem pavimentação. Fora desses territórios, 91,8% dos habitantes viviam em trechos de vias pavimentados.
Menos da metade (45,4%) dos moradores de favelas viviam em trechos de vias com bueiro ou boca de lobo, totalizando 7,3 milhões de pessoas, enquanto 54,6% (8,8 milhões) viviam em trechos sem a presença dessa infraestrutura. Nas áreas fora de favelas, a proporção de pessoas com esse equipamento sobe para 61,8%.
Nove em cada dez moradores (91,1%) de favelas viviam em trechos de via com iluminação pública, totalizando 14,7 milhões de pessoas, enquanto 8,9% (1,4 milhões) viviam em trechos sem iluminação pública. Nas áreas fora desses territórios, a proporção de pessoas com esse equipamento urbano chegou a 98,5%.
Apenas 5,2% (836 mil) dos moradores de favelas viviam em trechos de vias com ponto de ônibus ou van.

Infraestrutura nas favelas brasileiras (Foto: Reprodução/IBGE via NotbookLM)
Fora dessas áreas, a proporção de pessoas com disponibilidade dessa infraestrutura urbana era mais que o dobro (12,1%).
Entre as 20 favelas mais populosas, Rocinha e Rio das Pedras, ambas no Rio de Janeiro (RJ), e Paraisópolis, em São Paulo (SP), tiveram os mais altos percentuais de moradores vivendo em trechos de vias com capacidade máxima de circulação por moto, bicicleta ou pedestre: 81,9%, 71,5% e 59,2% respectivamente.
Ao considerar as 20 favelas e comunidades urbanas mais populosas, ressalta-se a Cidade Olímpica, em São Luís (MA), com apenas 16,3% de seus moradores em trechos de vias com bueiro ou boca de lobo, seguida por Coroadinho (17,0%), também em São Luís (MA), Rocinha (25,5%), no Rio de Janeiro (RJ) e Chafik/Macuco (27,9%), em Mauá (SP).
Entre as favelas com o maior percentual de moradores residentes em vias com essa estrutura, destaque para Baixadas do Condor (90,2%) e Baixadas da Estrada Nova Jurunas (77,9%), localizadas em Belém (PA), e Zumbi dos Palmares/Nova Luz (77,3%), em Manaus (AM).
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber

