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Marinho diz torcer por inocência de Jaques Wagner, mas defende afastamento

Ministro do Trabalho afirma que líder do governo pode deixar função para se defender em investigação da PF sobre Banco Master

Da redação
DA REDAÇÃO

24/06/2026 • 13:37 • Atualizado em 24/06/2026 • 13:38

Jaques Wagner

Jaques Wagner

Agência Brasil

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (PT), afirmou nesta quarta-feira (24), em Brasília, que seria compreensível que o líder do governo no Senado, senador Jaques Wagner (PT-BA), se afastasse temporariamente da função enquanto a Polícia Federal investiga suspeitas envolvendo sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, no âmbito das apurações relacionadas ao Banco Master.

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Ministro vê afastamento como medida para defesa

Ao comentar o caso, Marinho declarou que, em determinadas situações, o ocupante de um cargo de confiança precisa deixar a posição para priorizar sua defesa. Na avaliação pessoal do ministro, essa saída provisória poderia abrir espaço para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nomeasse outro líder do governo no Senado.

"Às vezes, a pessoa tem que deixar a sua posição para se defender. De repente, se justifica deixar a liderança e o presidente nomear outra liderança. É o que eu faria. Estou falando uma avaliação pessoal. Quem decide é o presidente Lula", afirmou o ministro a jornalistas.

Companheiro de partido de Jaques Wagner há décadas, Marinho ressaltou que tem respeito pela atuação do senador na articulação política do governo no Congresso. Ele frisou, porém, que não sabe qual será a decisão de Lula em relação à permanência ou não do parlamentar na função.

As declarações ocorreram durante evento de anúncio da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) - Mensal, realizado na sede do Ministério do Trabalho e Emprego, em Brasília, onde Marinho respondeu a perguntas da imprensa sobre os desdobramentos da operação que envolve o Banco Master.

Solidariedade ao senador e caso Banco Master

Luiz Marinho informou que telefonou para Jaques Wagner após a operação da Polícia Federal para manifestar apoio e evitar qualquer julgamento antecipado. Segundo o ministro, seu objetivo foi registrar solidariedade diante da exposição pública do colega de partido.

"Liguei para o Jaques um dia posterior à operação para prestar a minha solidariedade, porque eu sei que ele sofreu uma devastação em 2018 e comprovou-se sua inocência. Eu torço para que, de fato, não tenha absolutamente nada em relação a ele no caso Master", afirmou.

A investigação da PF mira suspeitas relacionadas ao Banco Master e a negócios ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. As apurações incluem possíveis irregularidades envolvendo pessoas com atuação no meio político e empresarial, entre elas Jaques Wagner, cuja relação com Vorcaro passou a ser examinada pelos investigadores.

Com informações do Estadão Conteúdo.