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Quem é a miss presa em operação contra tráfico e lavagem de dinheiro

De acordo com informações, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados que somam R$ 61 milhões

LUCAS MARTINS

16/04/2026 • 23:24 • Atualizado em 16/04/2026 • 23:24

Uma megaoperação da Polícia Federal, em conjunto com polícias estaduais, resultou na prisão de Sara Monteiro, influenciadora digital e Miss Uberlândia 2025. A força-tarefa, que mobilizou quase 200 agentes em três estados, investiga uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. De acordo com informações, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados que somam R$ 61 milhões.

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Sara Monteiro, de 36 anos, apresentava-se ao público como um exemplo de sucesso no universo da beleza e do empreendedorismo. Natural de Anápolis, Goiás, a influenciadora estabeleceu-se em Uberlândia, Minas Gerais, onde construiu a imagem que a levou a conquistar o título de Miss Universe Uberlândia 2025.

Sua relevância na cidade era tamanha que, em fevereiro de 2025, a Câmara Municipal concedeu a ela o título de cidadã honorária, fundamentado em sua atuação pública como empresária e representante da beleza local.

Ostentação e fachada empresarial

Nas redes sociais, Sara mantinha um perfil ativo focado em:

  • Rotina de luxo: Publicações frequentes de viagens nacionais e internacionais, além da exibição de carros e itens de alto padrão.
  • Estilo de vida: Compartilhava conteúdos sobre o universo da estética e rotina fitness.
  • Formação e negócios: Graduada em administração, ela atuava no setor de vestuário feminino como proprietária da empresa Luxury Closet Feminino e mantinha outros negócios na área da estética.

A investigação e o papel no crime

Abaixo da superfície de eventos de gala e sucesso digital, a Polícia Federal traça um perfil diferente. Sara é apontada como peça-chave no núcleo financeiro de uma organização criminosa:

  • Lavagem de dinheiro: Segundo as investigações, ela utilizava empresas de fachada e gastos pessoais incompatíveis com sua renda para dar aparência de legalidade ao dinheiro do tráfico.
  • Conexão direta: Sara é apontada como esposa de um dos chefes do grupo, responsável por negociar drogas no Mato Grosso do Sul.
  • Presença no entreposto: A polícia afirma ter identificado a presença da miss em uma chácara na zona rural de Uberlândia, local que servia como ponto logístico para o transporte de toneladas de entorpecentes.

Até o momento, a movimentação financeira sem origem comprovada ligada à influenciadora ultrapassa os R$ 11 milhões. Com a prisão preventiva decretada, a polícia analisa agora os materiais apreendidos em sua residência, como computadores e celulares, para aprofundar a investigação sobre sua participação na estrutura criminosa.