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Quem é Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e alvo de operação da PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (18) a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga crimes contra o Sistema Financeiro Nacional

Da redação
DA REDAÇÃO

18/06/2026 • 08:23 • Atualizado em 18/06/2026 • 09:12

Um dos alvos da nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (18), Augusto Lima é dono do Banco Pleno, ex-CEO e ex-sócio do Banco Master.

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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (18) a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Entre os alvos estão Jaques Wagner (PT), líder do governo Lula no Senado, e o banqueiro Augusto Lima.

Os policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Os mandados são cumpridos nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal.

Nesta fase, os investigadores apuram a eventual participação de agente público com prerrogativa de foro "em esquema de irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional."

Outras medidas cautelares, diversas de prisão, como proibição proibição de contato entre os investigados, suspensão de passaporte e monitoração eletrônica, estão sendo cumpridos.

"Os fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro", diz a PF.

Banco Pleno

Em fevereiro deste ano, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno. A instituição, que anteriormente era conhecida como Banco Voiter, integrava, até março de 2025, o conglomerado financeiro do Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro.

Em nota, o Banco Central afirmou que a liquidação extrajudicial do Banco Pleno foi motidada pelo “comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil”.

CPMI do INSS

Em março deste ano, Augusto Lima foi convocado para depor na CPMI do INSS, que investigou um esquema de fraude contra aposentados e pensionistas. Cerca de R$ 6 bilhões de desvios envolvendo empréstimos consignados e descontos associativos indevidos foram descobertos.

O depoimento do ex-sócio de Daniel Vorcaro foi cancelado pela CPMI. Mas Augusto é investigado pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento em atividades ilícitas do banco, para esclarecer supostas fraudes em empréstimos consignado de aposentados do INSS.

Prisão

Augusto chegou a ser preso preventivamente no final de 2025, mas foi solto pela Justiça depois da liberação de um habeas corpus concedido pela desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª região.

Com a decisão, Vorcaro e os sócios Augusto Ferreira Lima, Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira e Angelo Antonio Ribeiro da Silva passaram usar tornozeleira eletrônica e estão proibidos de exercer atividades no setor financeiro, de ter contato com outros investigados e de sair do país.