
Chicão Caminhoneiro
Reprodução/Instagram/francodalmaro
Francisco Dalmora Burgardt, conhecido como Chicão Caminhoneiro, é uma das principais lideranças da União Brasileira dos Caminhoneiros (UBC). Natural de Canoinhas, em Santa Catarina, Chicão tem 55 anos e já participou de disputas eleitorais: foi candidato a deputado federal pelo PTB em 2022 e, em 2024, concorreu ao cargo de vice-prefeito de Canoinhas pelo Democracia Cristã (DC).
Ele já se apresentava antes como líder da classe de caminhoneiros. Em 2021, declarou que o movimento da categoria era “apartidário”, tentando dissociar suas ações de alinhamentos políticos explícitos.
O anúncio da paralisação nacional
Na terça-feira (2), Chicão Caminhoneiro — acompanhado do ex-desembargador Sebastião Coelho — protocolou em Brasília uma ação para “dar respaldo jurídico” à paralisação nacional da categoria, prevista para começar na quinta-feira (4). A iniciativa visa formalizar a greve sob os termos da lei.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Chicão afirmou que o movimento não tem “caráter político ligado a qualquer ideologia partidária”, mas se trata de uma mobilização “por melhorias para a classe”.
Ele também orientou os caminhoneiros a respeitar o direito de ir e vir da população, declarando que a paralisação deve seguir a legislação vigente, sem interdições abruptas de rodovias que prejudiquem terceiros.
Reivindicações da categoria
Segundo os organizadores do movimento — com Chicão à frente — os principais pedidos da paralisação incluem:
- Estabilidade contratual para caminhoneiros.
- Garantia de cumprimento das leis que regulamentam o transporte de cargas.
- Reestruturação do Marco Regulatório do Transporte de Cargas.
- Aposentadoria especial após 25 anos de atividade comprovada, com recolhimento ou emissão de documento fiscal.
Segundo Chicão, a ideia é tornar os pleitos da categoria visíveis e pressionar por mudanças estruturais que assegurem mais segurança, dignidade e previsibilidade para os trabalhadores do volante.
Contexto político
A figura de Chicão já é controversa no contexto político. Há relatos de que, em 2021, ele esteve presente em reuniões onde se teriam articulado atos de manifestações com caráter político-institucional, recebendo apoio do então presidente Jair Bolsonaro.
Essas ligações alimentam suspeitas de que as mobilizações da categoria possam ter motivações além das reivindicações trabalhistas — ou ao menos serem instrumentalizadas para agendas políticas.
No anúncio de 2025, porém, Chicão tenta dissociar o movimento de pautas partidárias, afirmando tratar-se de uma “luta por melhorias para a classe”.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber

