
Promotor Lincoln Gakiya, do Ministério Público de SP
Reprodução/Band
A Polícia Civil de São Paulo, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público, deflagrou, nesta sexta-feira (24), uma ofensiva que frustrou um plano de atentado contra autoridades públicas da região de Presidente Prudente, no interior do estado. Um dos alvos do plano era o promotor Lincoln Gakiya.
Lincoln Gakiya é uma das principais autoridades do país no enfrentamento ao PCC. Com uma trajetória dedicada ao combate ao crime organizado desde a década de 1990, Gakiya se especializou em desarticular a facção, tornando-se um de seus maiores inimigos.
Por que Lincoln Gakiya é alvo do PCC?
Gakiya é uma figura central nas investigações contra o PCC. Sua atuação levou a medidas cruciais contra a cúpula da facção, incluindo a transferência de líderes, como Marcos Camacho, o Marcola, para presídios de segurança máxima.
A postura dele o colocou na mira da organização criminosa há anos, sendo jurado de morte e obrigado a viver sob escolta. Planos de execução contra ele já foram descobertos em diversas ocasiões.
Nesta sexta-feira (24), uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo desarticulou um novo plano do PCC, que incluía o promotor e outras autoridades públicas da região de Presidente Prudente.
As investigações da Operação Recon revelaram uma célula da facção destinada a monitorar a rotina das vítimas e de seus familiares, em um plano meticuloso de atentado.
Operação Recon
A ação cumpre 25 mandados de busca nas cidades de Presidente Prudente (11), Álvares Machado (6), Martinópolis (2), Pirapozinho (2), Presidente Venceslau (2), Presidente Bernardes (1) e Santo Anastácio (1).
As investigações revelaram a existência de uma célula do crime organizado estruturada de forma compartimentada e altamente disciplinada, encarregada de realizar levantamentos detalhados da rotina de autoridades públicas e de seus familiares, com a clara finalidade de preparar atentados contra esses alvos previamente selecionados.
Conforme a investigação, os criminosos já haviam identificado, monitorado e mapeado os hábitos diários de autoridades, em um plano meticuloso e audacioso que demonstrava o grau de periculosidade e ousadia da organização.
“A célula operava sob rígido esquema de compartimentação, no qual cada integrante desempenhava uma função específica, sem conhecer a totalidade do plano, o que dificultava a detecção da trama”, apontou o Ministério Público.
“A atuação coordenada das instituições permitiu a identificação dos envolvidos na fase de reconhecimento e vigilância, bem como a apreensão de materiais e equipamentos que serão submetidos à perícia e, em última análise, poderão levar à descoberta dos responsáveis pela etapa de execução do atentado”, destacou o órgão.
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