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Quem é Lincoln Gakiya, promotor do MPSP alvo de plano de execução do PCC

Operação da Polícia Civil frustrou um plano de atentado contra autoridades públicas da região de Presidente Prudente. Um dos alvos do plano do PCC era o promotor Lincoln Gakiya

Da redação
DA REDAÇÃO

24/10/2025 • 08:40 • Atualizado em 24/10/2025 • 08:40

Promotor Lincoln Gakiya, do Ministério Público de SP

Promotor Lincoln Gakiya, do Ministério Público de SP

Reprodução/Band

A Polícia Civil de São Paulo, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público, deflagrou, nesta sexta-feira (24), uma ofensiva que frustrou um plano de atentado contra autoridades públicas da região de Presidente Prudente, no interior do estado. Um dos alvos do plano era o promotor Lincoln Gakiya.

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Lincoln Gakiya é uma das principais autoridades do país no enfrentamento ao PCC. Com uma trajetória dedicada ao combate ao crime organizado desde a década de 1990, Gakiya se especializou em desarticular a facção, tornando-se um de seus maiores inimigos.

Por que Lincoln Gakiya é alvo do PCC?

Gakiya é uma figura central nas investigações contra o PCC. Sua atuação levou a medidas cruciais contra a cúpula da facção, incluindo a transferência de líderes, como Marcos Camacho, o Marcola, para presídios de segurança máxima.

A postura dele o colocou na mira da organização criminosa há anos, sendo jurado de morte e obrigado a viver sob escolta. Planos de execução contra ele já foram descobertos em diversas ocasiões.

Nesta sexta-feira (24), uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo desarticulou um novo plano do PCC, que incluía o promotor e outras autoridades públicas da região de Presidente Prudente.

As investigações da Operação Recon revelaram uma célula da facção destinada a monitorar a rotina das vítimas e de seus familiares, em um plano meticuloso de atentado.

Operação Recon

A ação cumpre 25 mandados de busca nas cidades de Presidente Prudente (11), Álvares Machado (6), Martinópolis (2), Pirapozinho (2), Presidente Venceslau (2), Presidente Bernardes (1) e Santo Anastácio (1).

As investigações revelaram a existência de uma célula do crime organizado estruturada de forma compartimentada e altamente disciplinada, encarregada de realizar levantamentos detalhados da rotina de autoridades públicas e de seus familiares, com a clara finalidade de preparar atentados contra esses alvos previamente selecionados.

Conforme a investigação, os criminosos já haviam identificado, monitorado e mapeado os hábitos diários de autoridades, em um plano meticuloso e audacioso que demonstrava o grau de periculosidade e ousadia da organização.

“A célula operava sob rígido esquema de compartimentação, no qual cada integrante desempenhava uma função específica, sem conhecer a totalidade do plano, o que dificultava a detecção da trama”, apontou o Ministério Público.

“A atuação coordenada das instituições permitiu a identificação dos envolvidos na fase de reconhecimento e vigilância, bem como a apreensão de materiais e equipamentos que serão submetidos à perícia e, em última análise, poderão levar à descoberta dos responsáveis pela etapa de execução do atentado”, destacou o órgão.

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