
Sheikh Hasina
Reprodução/Reuters
Resumo
Condenação da ex-primeira-ministra Sheikh Hasina por crimes contra a humanidade inclui sentença de morte devido à repressão violenta a manifestações estudantis no ano passado.
Realização do julgamento ocorre poucos meses antes das eleições parlamentares, levantando suspeitas de motivação política entre apoiadores e membros da Liga Awami.
Histórico familiar e político de Hasina envolve liderança após exílio, assassinato de familiares em golpe de 1975, retorno ao país em 1981 e governo de Bangladesh em dois períodos, com parte da família e aliados vivendo no exterior.
A ex-primeira-ministra de Bangladesh Sheikh Hasina foi condenada nesta segunda-feira (17) por crimes contra a humanidade. Ela recebeu a sentença de morte. Hasina foi considerada culpada por ordenar uma violenta repressão a manifestações de estudantes no ano passado.
A decisão ocorre meses antes das eleições parlamentares, previstas para fevereiro.
Sheikh Hasina é a filha mais velha de Sheikh Mujibur Rahman, pai fundador de Bangladesh, ela foi estreou na política ainda jovem, ao testemunhar a luta pela autonomia da região de Bengala em relação ao Paquistão.
Após um golpe militar em 1975, no qual seu pai, sua mãe e três irmãos foram assassinados, Hasina e sua irmã foram forçadas ao exílio.
Ela retornou a Bangladesh em 1981 para liderar a Liga Awami de seu pai e, após anos de oposição política, tornou-se primeira-ministra pela primeira vez quando o partido venceu as eleições de 1996.
Hasina cumpriu um mandato e, posteriormente, retornou ao poder em 2008, governando Bangladesh com a Liga Awami até o ano passado.
Muitos membros de sua família, juntamente com importantes líderes do partido e ex-ministros de seu governo, também residem fora de Bangladesh.
Os apoiadores de Hasina rejeitam o processo judicial, alegando motivação política e uma tentativa de afastá-la da política.
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