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Quem é Sheikh Hasina, ex-premiê condenada à morte em Bangladesh

Hasina foi considerada culpada por ordenar uma violenta repressão a manifestações de estudantes no ano passado

Da redação
DA REDAÇÃO

17/11/2025 • 08:46 • Atualizado em 17/11/2025 • 08:46

Sheikh Hasina

Sheikh Hasina

Reprodução/Reuters

Resumo

Condenação da ex-primeira-ministra Sheikh Hasina por crimes contra a humanidade inclui sentença de morte devido à repressão violenta a manifestações estudantis no ano passado.

Realização do julgamento ocorre poucos meses antes das eleições parlamentares, levantando suspeitas de motivação política entre apoiadores e membros da Liga Awami.

Histórico familiar e político de Hasina envolve liderança após exílio, assassinato de familiares em golpe de 1975, retorno ao país em 1981 e governo de Bangladesh em dois períodos, com parte da família e aliados vivendo no exterior.

A ex-primeira-ministra de Bangladesh Sheikh Hasina foi condenada nesta segunda-feira (17) por crimes contra a humanidade. Ela recebeu a sentença de morte. Hasina foi considerada culpada por ordenar uma violenta repressão a manifestações de estudantes no ano passado.

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A decisão ocorre meses antes das eleições parlamentares, previstas para fevereiro.

Sheikh Hasina é a filha mais velha de Sheikh Mujibur Rahman, pai fundador de Bangladesh, ela foi estreou na política ainda jovem, ao testemunhar a luta pela autonomia da região de Bengala em relação ao Paquistão.

Após um golpe militar em 1975, no qual seu pai, sua mãe e três irmãos foram assassinados, Hasina e sua irmã foram forçadas ao exílio.

Ela retornou a Bangladesh em 1981 para liderar a Liga Awami de seu pai e, após anos de oposição política, tornou-se primeira-ministra pela primeira vez quando o partido venceu as eleições de 1996.

Hasina cumpriu um mandato e, posteriormente, retornou ao poder em 2008, governando Bangladesh com a Liga Awami até o ano passado.

Muitos membros de sua família, juntamente com importantes líderes do partido e ex-ministros de seu governo, também residem fora de Bangladesh.

Os apoiadores de Hasina rejeitam o processo judicial, alegando motivação política e uma tentativa de afastá-la da política.

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