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Quem era Django, chefão do PCC cuja mulher é alvo de operação do MP

Segundo as investigações, viúva e cunhada de Cláudio Marcos de Almeida, morto em 2022, estão envolvidas em esquema de lavagem de dinheiro

ESTADÃO CONTEÚDO

22/10/2025 • 15:16 • Atualizado em 22/10/2025 • 15:27

Cláudio Marcos de Almeida, o Django, apontado como um dos principais traficantes da facção, foi assassinado durante a vingança patrocinada pelo PCC em razão da morte de Santa Fausta

Cláudio Marcos de Almeida, o Django, apontado como um dos principais traficantes da facção, foi assassinado durante a vingança patrocinada pelo PCC em razão da morte de Santa Fausta

Reprodução/Polícia Civil

Cláudio Marcos de Almeida, conhecido como Django, é apontado como um dos principais chefes da história do PCC (Primeiro Comando da Capital). Sua morte foi ordenada pela cúpula da facção, após julgá-lo no tribunal do crime. Ele foi obrigado a se enforcar em 27 de janeiro de 2022 sob o viaduto da Vila Matilde, na zona leste de São Paulo.

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O nome dele voltou ao noticiário nesta quarta-feira (22), devido a uma operação do Ministério Público contra a viúva e a cunhada do traficante.

Natalia Stefani Vitoria, viúva de Django, e a irmã dela, Priscila Carolina Vitoria Rodrigues, são acusadas de participar do esquema de lavagem de dinheiro deixado por Django. Ele atuava em parceria com outro importante líder da PCC, Silvio Luiz Ferreira, conhecido como Cebola. A reportagem não conseguiu localizar a defesa delas.

De acordo com o Ministério Publico, desde 2012, Django controlava cerca de 50% da cocaína exportada pelo PCC para fora do Brasil. Ele teria usado Priscila, sua cunhada, para adquirir quatro quotas da UPBus, no valor de R$ 494,4 mil.

A empresa operava nos terminais de ônibus da Cidade Tiradentes e de Itaquera, ambos na zona leste da capital paulista, com uma frota de 138 ônibus e foi alvo de uma operação do MP no ano passado. Com a repercussão do caso, a Prefeitura de São Paulo rompeu o contrato.

Segundo o Gaeco, Natalia e Priscila usavam ainda empresas do "ramo de brinquedos infantis para lavar capitais". "Segundo a Receita Federal, a própria distribuição de dividendos e lucros não é real, indicando, portanto, se tratar de artifício para a lavagem de capitais", afirmaram os promotores.

As lojas das empresas ficavam em quatro shoppings na Grande São Paulo, uma na zona norte e outra na zona leste da capital, uma terceira em Guarulhos e a última no ABC --só a franquia de uma das lojas custaria R$ 300 mil.

Nas contas das empresas, o Coaf (Conselho de Controle das Atividades Financeiras) encontrou centenas de depósitos feitos em caixas eletrônicos com valor inferior a R$ 10 mil.

Os promotores cumpriram seis mandados de busca e apreensão em São Paulo, Guarulhos, Mogi das Cruz e Santo André, na Grande São Paulo. E obtiveram o sequestro de R$ 4,5 milhões em bens.