
Paulo Frateschi
Reprodução/Redes sociais
Resumo
O ex-deputado estadual Paulo Frateschi, de 75 anos, era uma figura histórica e militante de longa data do Partido dos Trabalhadores (PT) em São Paulo. Na manhã de quinta-feira (6), foi morto a facadas pelo próprio filho, em sua residência localizada no bairro da Lapa, zona oeste da capital paulista.
Militância e trajetória política
Frateschi concentrou sua vida em causas sociais, na luta pela democracia e pelos direitos dos trabalhadores. Durante a ditadura militar, foi preso em 1969 por atuar em movimentos estudantis e sindicais — um episódio que marcou sua convivência com a repressão.
Nas décadas seguintes, ajudou a fundar o PT em São Paulo e ocupou cargos públicos relevantes, entre eles o de secretário municipal de Relações Governamentais nas gestões de Marta Suplicy e de Fernando Haddad.
O crime que chocou
De acordo com relatos da polícia, o filho de Frateschi, identificado como Francisco, de 34 anos, teria entrado em surto e atacado o pai com facadas — que atingiram abdômen e braço do ex-parlamentar. Frateschi sofreu parada cardiorrespiratória, foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. A mãe do agressor e irmã da vítima também ficaram feridas no episódio.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, lamentou a morte e o descreveu como “um grande e leal companheiro” com quem compartilhou décadas de luta por um Brasil mais justo. O PT também publicou nota de pesar, destacando seu legado de coragem, integridade e compromisso com os trabalhadores.
O legado político
Frateschi deixa como legado sua atuação como militante e dirigente petista, e o papel relevante que desempenhou na construção e consolidação do PT em São Paulo. Sua trajetória foi marcada pela defesa de direitos, inclusão social e participação ativa na política de base. Avaliações de colegas ressaltam sua capacidade agregadora, simpatia e coragem.

