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Rico, engenheiro e caridoso: Pier Giorgio Frassati também foi canonizado neste domingo (7)

Novo santo dedicou a vida ao cuidado dos mais necessitados e faleceu aos 24 anos de poliomielite

Por Redação
REDAÇÃO

07/09/2025 • 13:08 • Atualizado em 07/09/2025 • 13:08

Resumo

Canonização no Vaticano - Papa Leão XIV canonizou Carlo Acutis e Pier Giorgio Frassati, ambos jovens italianos de famílias abastadas, destacando suas vidas dedicadas ao próximo e à fé desde a juventude.

Perfil de Pier Giorgio Frassati - Nascido em Turim, filho de um embaixador e de uma artista, Pier Giorgio Frassati se destacou por sua fé ativa, envolvimento com os pobres através das Conferências de São Vicente de Paulo e oposição ao fascismo, além de sua paixão por arte e montanhismo.

Milagre e Canonização - O milagre que levou à canonização de Frassati envolveu a cura inexplicável de um seminarista de Los Angeles com uma lesão no tendão de Aquiles, após uma novena ao santo, validada por inquérito diocesano e especialistas do Vaticano.

O papa Leão XIV canonizou neste domingo (7) dois jovens: Carlo Acutis, considerado o santo millenial e também, o jovem Pier Giorgio Frassati. Durante a cerimônia de canonização, o papa ressaltou a juventude dos dois novos santos da Igreja Católica.

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Os dois, segundo o Vaticano, tinham muitas características comuns, além da juventude. Ambos eram italianos, de família rica e dedicaram suas vidas ao próximo. Muitos jovens, ao longo dos séculos, tiveram de enfrentar esta encruzilhada na vida, como São Francisco de Assis", disse o papa durante a cerimônia. "Às vezes, nós os retratamos como grandes personagens, esquecendo que tudo começou para eles quando, ainda jovens, responderam ‘sim’ a Deus e se entregaram totalmente a Ele, sem guardar nada para si mesmos", continuou o papa Leão XIV.

Nascido na cidade italiana de Turim em 6 de abril de 1901, Pier Giorgio era filho de Alfredo Frassati, embaixador e proprietário do jornal La Stampa, e de Adelaide Ametis, artista reconhecida. Apesar da religiosidade da mãe e do agnosticismo do pai, desenvolveu desde cedo a fé, traduzida em gestos de solidariedade e caridade.

Ao longo dos anos, passou a comungar diariamente ainda estudante e tornou-se ativo nas Conferências de São Vicente de Paulo, com foco no cuidado dos mais pobres. Apaixonado por arte, literatura e montanhismo, escolheu estudar engenharia mecânica para se aproximar da realidade dos trabalhadores. Também militou na Juventude Católica e no Partido Popular Italiano, defendendo justiça social e se opondo ao fascismo.

Chamado pelos amigos de "Empresa de Transporte Frassati" por carregar mantimentos e roupas a famílias necessitadas, era visto pelo pai como um "homem inútil". Apesar disso, manteve sua missão e, em 1922, tornou-se terciário dominicano, sob o nome de Frei Jerônimo.

Em 1925, contraiu poliomielite durante visitas a doentes e morreu em 4 de julho daquele ano, aos 24 anos. Seu funeral, acompanhado por centenas de pobres e trabalhadores, revelou à própria família a dimensão de sua vida de serviço.

Em novembro de 2024, o Papa Francisco reconheceu o milagre que abriu caminho para a canonização de Frassati. O caso envolveu a cura de um seminarista da arquidiocese de Los Angeles que havia sofrido uma grave lesão no tendão de Aquiles. Durante uma novena a Pier Giorgio, o jovem sentiu um calor intenso no tornozelo e, na semana seguinte, médicos constataram a recuperação inexplicável. A cura foi confirmada por inquérito diocesano e por especialistas do Vaticano.