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Quem são Sóstenes e Jordy, deputados do PL alvos de operação da PF

Segundo as investigações, agentes políticos, servidores comissionados e particulares teriam atuado de forma coordenada para o desvio e posterior ocultação de verba pública

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DA REDAÇÃO COM ESTADÃO CONTEÚDO

19/12/2025 • 10:39 • Atualizado em 19/12/2025 • 10:39

Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy

Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy

Agência Câmara

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (19), uma operação para apurar suspeitas de desvios na cota parlamentar de dois deputados federais do Partido Liberal (PL): o líder da sigla na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ) e Carlos Jordy (RJ).

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Endereços dos dois parlamentares são alvos de mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Rio de Janeiro.

Jordy publicou um vídeo nas redes sociais, no qual afirmou que a ação é uma "perseguição implacável". Ele disse ainda que os policiais realizaram buscas na casa de seus pais.

Sóstenes ainda não se manifestou até a publicação desta matéria.

Quem é Carlos Jordy

Jordy tem 43 anos e é natural de Niterói, no Rio de Janeiro. Ele é formado em Turismo e Hotelaria na Universidade do Vale do Itajaí.

Ele está em seu segundo mandato na Câmara. Antes, Jordy foi vereador de Niterói entre 2017 e 2019.

O parlamentar concorreu à Prefeitura de Niterói no ano passado, mas foi derrotado por Rodrigo Neves (PDT-RJ), eleito para seu terceiro mandato.

Quem é Sóstenes Cavalcante

Sóstenes tem 50 anos e é natural de Maceió, em Alagoas. Ele é formado em teologia pela Faculdade de Ciências, Educação e Teologia do Norte do Brasil (Faceten) e pastor licenciado da Assembleia de Deus, igreja liderada por Silas Malafaia.

Ele está em seu terceiro mandato na Câmara e presidiu a Frente Parlamentar Evangélica, conhecida como a Bancada da Bíblia, em 2022.

Nesse período, ele se posicionou a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, da Reforma Trabalhista e da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do teto dos gastos públicos.

Operação Galho Fraco

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (19), a operação Galho Fraco, para aprofundar as investigações de desvio de recursos públicos oriundos de cotas parlamentares.

Os deputados teriam usado as cotas parlamentares para pagar empresas de fachada, como, por exemplo, locadoras de veículos.

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão contra Sóstenes Cavalcante, a Polícia Federal encontrou cerca de R$ 400 mil na casa do parlamentar.

Conforme a Polícia Federal, os agentes cumprem sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Distrito Federal e no Rio de Janeiro.

Conforme as investigações, agentes políticos, servidores comissionados e particulares teriam atuado de forma coordenada para o desvio e posterior ocultação de verba pública.

A ação é um desdobramento de operação deflagrada em dezembro de 2024 e apura os crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.