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Ramagem entrou nos EUA com passaporte diplomático, diz PF

O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) deixou o Brasil em setembro de forma clandestina, sem utilizar pontos oficiais de controle migratório, e entrou nos Estados Unidos com um passaporte diplomático

Túlio Amâncio
TÚLIO AMÂNCIO

15/12/2025 • 14:33 • Atualizado em 15/12/2025 • 14:33

Alexandre Ramagem

Alexandre Ramagem

Carolina Antunes/PR

Resumo

O deputado federal Alexandre Ramagem deixou o Brasil em setembro de forma clandestina, evitando pontos oficiais de controle migratório, e entrou nos Estados Unidos usando passaporte diplomático, conforme informou o diretor-geral da Polícia Federal.

A saída ocorreu pelo estado de Roraima, com passagem pela Guiana antes do embarque para os Estados Unidos, e a Polícia Federal investiga detalhes da rota, possíveis apoiadores e já realizou prisões relacionadas ao caso em Manaus.

Ramagem foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a mais de 16 anos de prisão por envolvimento em organização criminosa e tentativa de golpe de Estado, enquanto sua defesa não comenta a investigação, a Câmara dos Deputados não foi comunicada oficialmente sobre a viagem e o passaporte diplomático será cancelado pela PF.

O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) deixou o Brasil em setembro de forma clandestina, sem utilizar pontos oficiais de controle migratório, e entrou nos Estados Unidos com um passaporte diplomático, afirmou nesta segunda-feira o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

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Segundo a PF, Ramagem teria saído do país pelo estado de Roraima, contornado a fiscalização nas fronteiras e atravessado para a Guiana, onde embarcou em voo com destino aos Estados Unidos. A corporação ainda investiga detalhes da rota e se houve apoio de terceiros para facilitar a saída.

Ramagem foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro a 16 anos, um mês e 15 dias de prisão pelos crimes de organização criminosa, tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito — no mesmo julgamento que incluiu o ex-presidente Jair Bolsonaro. A pena decorre do inquérito sobre a chamada trama golpista de 2022.

A defesa do deputado afirma que não comentará a investigação. A Câmara dos Deputados informou que não foi comunicada oficialmente sobre a viagem ao exterior, procedimento obrigatório para parlamentares, e que Ramagem não participava de missão oficial.

Há ainda apurações em curso para identificar eventuais integrantes de uma rede que teria auxiliado a fuga, inclusive com prisões já efetuadas em Manaus.

A PF vai cancelar também o passaporte diplomático de Ramagem.

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