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Ramagem se manifesta pela 1ª vez após ser visto em Miami e critica “ditadura da toga” no Brasil

Em mensagem divulgada nas redes sociais, ex-diretor da Abin afirmou que deixou o Brasil para proteger a família e contestou as ações do Judiciário

Da redação
DA REDAÇÃO

24/11/2025 • 16:52 • Atualizado em 24/11/2025 • 16:52

Alexandre Ramagem

Alexandre Ramagem

Reprodução/X

O ex-diretor da Abin e deputado federal Alexandre Ramagem se manifestou publicamente de Miami, nos Estados Unidos, após a divulgação de imagens de sua presença no exterior. Em um vídeo, o parlamentar confirmou a viagem e afirmou que o motivo foi a proteção de sua família contra as “graves injustiças e perseguições” que estariam sofrendo no Brasil.

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Em sua declaração, Ramagem também direcionou críticas diretas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a quem se referiu como “violador de direitos humanos” e líder de uma “ditadura da toga”.

Ramagem critica Alexandre de Moraes

O deputado, que também está sendo investigado no mesmo inquérito que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro, declarou que não recuará “diante da ditadura da toga, marcada pelos abusos do violador de direitos humanos”.

Ramagem afirmou que, se o ministro Alexandre de Moraes quisesse pedir sua extradição, “ele vai ter que enviar essa ação do golpe, nula do começo ao fim, cheia de ilegalidades, inconstitucionalidades, perseguições” para “análise nos Estados Unidos”.

O parlamentar citou ainda o episódio da antecipação da aposentadoria do ex-ministro Luís Roberto Barroso do STF como exemplo da “perseguição” que estaria sofrendo a direita no país. Ramagem ressaltou que a saída de Barroso foi motivada, em parte, pelo “medo da Lei Magnitsky”, que permite sanções internacionais a violadores de direitos humanos.

Foragido

O deputado federal negou ser um “foragido”, justificando que para ter essa classificação seria necessária uma “decisão judicial contra mim que não tinha antes da minha chegada”. Ele classificou a medida cautelar preventiva contra ele como “manifestamente ilegal” e “mais uma ilegalidade de centenas” que consegue demonstrar.

Ramagem ressaltou que, pela Constituição Federal, um parlamentar “não pode ser preso por uma medida cautelar preventiva” ou “no final de uma ação no trânsito em julgado, só depois da maioria dos votos da Câmara dos Deputados”.

O deputado garantiu que continua “regular” e que pode “continuar [sua] atuação parlamentar mesmo à distância”, citando que outros parlamentares de diversos partidos também o fazem. Ele afirmou estar “respaldado na Constituição, nas leis, no regimento, no regramento da Câmara”.

Apelo por anistia

O parlamentar acusou o STF de ser um “poder político” com “pautas anti-família” e “defesa do terrorista italiano”. Ele também citou a “liberação das drogas” como parte das pautas do que chamou de “tiranos da toga”.

Ramagem também criticou a criminalização das “manifestações públicas”, citando o caso de uma “vigília religiosa”. Ele acusou a Corte de tentar “destruir a essência da democracia” e de “criminalizar” quem convocou a vigília, bem como de tentar tirar outros senadores e candidatos de direita do pleito de 2026.

Diante do cenário, o deputado fez um apelo urgente pela “anistia ampla, geral e irrestrita” para os investigados nos inquéritos. Ele questionou a inação de parte da classe política, perguntando onde estaria a “bancada do agro” e a “bancada evangélica”, e se elas ficariam “do lado dos destruidores do país” e “de quem persegue, de quem é contra a família, os valores cristãos”.

Ramagem finalizou reafirmando seu compromisso de “continuar lutando pela verdade, pela liberdade, proteção e prosperidade da família brasileira”.