
Redes sociais
Reprodução/Pixabay
Um novo relatório técnico da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) revela o papel central que as mídias sociais desempenharam na eleição de deputados federais em 2022.
O estudo, intitulado "As campanhas digitais para o Congresso Nacional", analisou dados dos 513 deputados eleitos e concluiu que a performance digital de um candidato não é mais um fator secundário, mas sim um elemento com forte associação ao sucesso eleitoral.
A pesquisa identificou que em 74% dos estados brasileiros houve algum nível de correlação entre o engajamento digital e a quantidade de votos recebidos. Em nove estados, que representam 33% do total, essa relação foi classificada como forte, indicando que as redes sociais foram um campo de batalha decisivo para garantir uma cadeira no Congresso.
Instagram: O novo palanque eleitoral
Enquanto o debate político se espalha por diversas plataformas, o Instagram se consolidou como o principal palco para as campanhas vitoriosas em 2022. Segundo o relatório, a plataforma foi o principal vetor de engajamento nos estados onde a relação entre mídias sociais e voto foi mais intensa.

Instagram x Facebook: redes foram importantes para o resultado das urnas (Foto: Pixabay)
Em Minas Gerais, por exemplo, o estudo apontou uma correlação "quase perfeita" entre as interações no Instagram e os votos. O Facebook, embora tenha perdido a hegemonia, ainda se mostrou relevante e dominante em contextos específicos, especialmente em estados do Sul e Nordeste.
Principais descobertas do estudo da PUC-Rio
O relatório traz insights que redesenham o mapa da política digital no país. Confira os pontos-chave:
- Eficiência Financeira: O bom desempenho digital também está ligado a campanhas mais baratas. Em 55% dos estados, candidatos com forte presença online conseguiram otimizar seus recursos financeiros, alcançando mais votos por real investido.
- Domínio da direita, competitividade da esquerda: Os candidatos do espectro da direita dominaram entre os eleitos com melhor performance digital. No entanto, a esquerda demonstrou competitividade e conseguiu se destacar em pelo menos nove estados.
A Nova dinâmica da política brasileira
Os dados do estudo da PUC-Rio indicam uma mudança estrutural na forma de se fazer campanha no Brasil.
A era das campanhas centradas exclusivamente na televisão e no rádio parece dar lugar a um modelo híbrido, onde a capacidade de mobilizar, engajar e dialogar com eleitores no ambiente digital se torna crucial.
A análise sugere que candidaturas com estratégias digitais bem estruturadas, que combinam conteúdo orgânico com anúncios pagos, não apenas ampliam seu alcance, mas também constroem uma base de eleitores mais fiel e engajada.
Para as eleições futuras, entender e dominar essa nova dinâmica será, sem dúvida, um fator determinante para a vitória.
Grupo Bandeirantes fará “maratona eleitoral” em 2026
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber

