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Redes tiveram 74% de influência na correlação com o resultado nas urnas em 22, aponta estudo

Os dados do estudo da PUC-Rio indicam uma mudança estrutural na forma de se fazer campanha no Brasil

Da redação
DA REDAÇÃO

23/10/2025 • 16:12 • Atualizado em 23/10/2025 • 16:12

Redes sociais

Redes sociais

Reprodução/Pixabay

Um novo relatório técnico da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) revela o papel central que as mídias sociais desempenharam na eleição de deputados federais em 2022.

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O estudo, intitulado "As campanhas digitais para o Congresso Nacional", analisou dados dos 513 deputados eleitos e concluiu que a performance digital de um candidato não é mais um fator secundário, mas sim um elemento com forte associação ao sucesso eleitoral.

A pesquisa identificou que em 74% dos estados brasileiros houve algum nível de correlação entre o engajamento digital e a quantidade de votos recebidos. Em nove estados, que representam 33% do total, essa relação foi classificada como forte, indicando que as redes sociais foram um campo de batalha decisivo para garantir uma cadeira no Congresso.

Instagram: O novo palanque eleitoral

Enquanto o debate político se espalha por diversas plataformas, o Instagram se consolidou como o principal palco para as campanhas vitoriosas em 2022. Segundo o relatório, a plataforma foi o principal vetor de engajamento nos estados onde a relação entre mídias sociais e voto foi mais intensa.

Instagram x Facebook: redes foram importantes para o resultado das urnas (Foto: Pixabay)

Instagram x Facebook: redes foram importantes para o resultado das urnas (Foto: Pixabay)

Em Minas Gerais, por exemplo, o estudo apontou uma correlação "quase perfeita" entre as interações no Instagram e os votos. O Facebook, embora tenha perdido a hegemonia, ainda se mostrou relevante e dominante em contextos específicos, especialmente em estados do Sul e Nordeste.

Principais descobertas do estudo da PUC-Rio

O relatório traz insights que redesenham o mapa da política digital no país. Confira os pontos-chave:

  • Eficiência Financeira: O bom desempenho digital também está ligado a campanhas mais baratas. Em 55% dos estados, candidatos com forte presença online conseguiram otimizar seus recursos financeiros, alcançando mais votos por real investido.
  • Domínio da direita, competitividade da esquerda: Os candidatos do espectro da direita dominaram entre os eleitos com melhor performance digital. No entanto, a esquerda demonstrou competitividade e conseguiu se destacar em pelo menos nove estados.

A Nova dinâmica da política brasileira

Os dados do estudo da PUC-Rio indicam uma mudança estrutural na forma de se fazer campanha no Brasil.

A era das campanhas centradas exclusivamente na televisão e no rádio parece dar lugar a um modelo híbrido, onde a capacidade de mobilizar, engajar e dialogar com eleitores no ambiente digital se torna crucial.

A análise sugere que candidaturas com estratégias digitais bem estruturadas, que combinam conteúdo orgânico com anúncios pagos, não apenas ampliam seu alcance, mas também constroem uma base de eleitores mais fiel e engajada.

Para as eleições futuras, entender e dominar essa nova dinâmica será, sem dúvida, um fator determinante para a vitória.

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