
Eduardo Oinegue
Reprodução
O caminho que mantém o Brasil na improdutividade, que é dobrar a aposta no populismo, que é o risco que a gente tá correndo agora se avançar a Proposta de Emenda Constitucional que propõe a redução da jornada de trabalho. Ideia típica de quem não tem compromisso com a produção. Ideia ruim.
Se o Brasil tem como desafio produzir mais como forma de virar um país mais competitivo, não vai ser trabalhando menos que a gente vai chegar lá. Só que, por incrível que pareça, tem gente defendendo essa tese. Muita gente. Que é a tese, aliás, defendida pelo atual governo. Tese que reapareceu ontem num discurso do próprio Presidente da República durante um pronunciamento que ele fez numa solenidade no Palácio do Planalto.
Reduzir a jornada de trabalho sem reduzir salário, porque a ideia é essa. É obrigar as empresas, é obrigar o governo também, hein, a contratar mais gente pra compensar os dias que não são trabalhados. Aí as contas vão explodir. Vão explodir nas empresas, vão explodir no governo.
Você pega os postos do INSS: eles vão trabalhar quatro dias na semana? Os outros dias eles vão ficar fechados? Claro que não. Uma farmácia, vai ficar sem funcionar?
Qual vai ser o efeito sobre o custo da folha de pagamento? Com rebate sobre preço, sobre as contas públicas. Tomara que essa ideia seja uma daquelas maluquices que passeiam por Brasília, mas acabam morrendo de inanição."
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