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Relembre a greve dos caminhoneiros de 2018, que paralisou o Brasil

O movimento começou após sucessivos aumentos no preço do diesel, resultado principalmente da política de preços adotada pela Petrobras na época

Da redação
DA REDAÇÃO

03/12/2025 • 12:46 • Atualizado em 03/12/2025 • 12:46

Paralisação dos caminhoneiros na Rodovia Presidente Dutra, no Rio de Janeiro, em 2018

Paralisação dos caminhoneiros na Rodovia Presidente Dutra, no Rio de Janeiro, em 2018

Tânia Rêgo/Agência Brasil

A greve dos caminhoneiros de 2018 ficou marcada como uma das maiores mobilizações nacionais da história recente do Brasil — e voltou ao centro do debate com o anúncio de uma nova paralisação prevista para acontecer nesta semana, organizada por representantes da categoria.

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Há sete anos, entre 21 e 30 de maio, bloqueios em rodovias de todo o país provocaram uma interrupção sem precedentes na rotina dos brasileiros: faltaram combustíveis, alimentos e insumos básicos, aulas foram suspensas, voos cancelados e diversos setores acumularam prejuízos bilionários.

Como começou?

O movimento começou após sucessivos aumentos no preço do diesel, resultado principalmente da política de preços adotada pela Petrobras na época, que seguia as variações internacionais do petróleo e do dólar. Caminhoneiros autônomos e transportadoras reclamavam que os custos operacionais haviam se tornado insustentáveis.

Sem acordo com o governo federal, motoristas começaram a bloquear rodovias em diferentes estados, desencadeando um efeito dominó. Em poucos dias, a greve já afetava praticamente todo o território nacional.

O país parou

A paralisação rapidamente levou a cenas incomuns nas grandes cidades. Postos de combustíveis ficaram sem gasolina e formaram longas filas. Supermercados registraram prateleiras vazias, hortifrútis desapareceram e aeroportos cancelaram centenas de voos por falta de querosene de aviação.

Indústrias suspenderam atividades, o transporte público foi reduzido e serviços essenciais enfrentaram dificuldades para funcionar. Estimativas posteriores apontaram prejuízos superiores a R$ 30 bilhões em diversos setores produtivos.

Negociações e retomada

Pressionado pelo caos nacional, o governo de Michel Temer iniciou negociações com representantes dos caminhoneiros. Entre as medidas anunciadas estavam:

  • Redução temporária de R$ 0,46 no preço do diesel;
  • Compromisso de congelar o preço por 60 dias;
  • Criação de uma tabela de frete mínimo;
  • Isenção de pedágio para caminhões vazios em algumas praças.

Mesmo assim, parte dos manifestantes continuou nos bloqueios, levando o governo a decretar Garantia da Lei e da Ordem (GLO) — uma medida que autorizava o uso das Forças Armadas para desbloquear rodovias.

Aos poucos, os caminhoneiros deixaram as estradas e o país voltou ao funcionamento normal.