Em entrevista à BandNews TV, o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, celebrou a retomada do diálogo diplomático entre Brasil e Estados Unidos, destacando a importância da conversa entre os presidentes sobre as tarifas comerciais impostas ao Brasil. Para o senador, a reaproximação corrige um erro passado de distanciamento e abre caminho para reverter uma política que prejudica a economia brasileira.
Questionado sobre a possibilidade de as tarifas serem revistas, Trad adotou um tom cauteloso, classificando qualquer previsão como "prematura". "Como diz o velho ditado da avó da gente: muita calma nessa hora", ponderou. No entanto, ele enfatizou que o fato mais concreto e positivo do momento é "a retomada do diálogo e da diplomacia entre duas nações que têm mais de 200 anos de relações diplomáticas".
O senador avaliou que o encontro entre os líderes representa uma "correção de rota" após um período em que os canais de comunicação não estavam abertos. Segundo ele, os erros do passado devem servir de lição para garantir acertos futuros. "Era isso que estava faltando, era isso que, desde o início, nós estávamos buscando", afirmou, destacando que a conversa civilizada e sensata entre os presidentes é o caminho para um resultado positivo, especialmente para a classe empresarial.
Nelsinho Trad lembrou que a imposição de tarifas aos produtos brasileiros "acarretou em perdas, em desemprego e em situações desfavoráveis aqui para o povo brasileiro".
Ele também recordou uma iniciativa anterior, quando um grupo suprapartidário de senadores brasileiros viajou aos Estados Unidos para dialogar com parlamentares americanos sobre o tema. Na ocasião, a mensagem levada foi de que o Brasil não desejava se afastar de seu parceiro histórico e que as tarifas eram injustas. Trad revelou que a comitiva ouviu de um senador americano que, ao impor tais medidas, "os Estados Unidos estavam fazendo um gol contra".
O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado concluiu reforçando que não há justificativa técnica para as sanções. "Se você pesar a balança comercial entre os dois países, ela é amplamente favorável para os Estados Unidos. O Brasil não merece e não merecerá ser colocado no mais alto topo das tarifas impostas pelo governo americano", finalizou.
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