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Rezar ou combater? A resposta pode derrubar o governo em Israel

O próprio Netanyahu já se sentou diante do computador para escrever um improvável acordo que satisfaça às partes

Por Redação
REDAÇÃO

15/07/2025 • 16:48 • Atualizado em 15/07/2025 • 16:48

Moises Rabinovici
Rezar ou combater? A resposta pode derrubar o governo em Israel

Rezar ou combater? A resposta pode derrubar o governo em Israel

Reprodução/Jornal da Noite

Rezar ou pegar em armas?, esse é o dilema que está ameaçando a coligação do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

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Em um país há 21 meses em guerra, com 454 soldados mortos no front, a reserva militar deficitária, a pressão para convocar os jovens religiosos para o serviço militar está desde junho de 2023 em debate no Parlamento.

A Suprema Corte ordenou há um ano a convocação dos religiosos, chamados em hebraico de haredim, ou tementes a Deus. Quando Israel proclamou a independência, o primeiro primeiro-ministro Ben Gurion isentou os haredim do serviço militar. Mas a comunidade, então pequena, hoje representa 14% da população.

Os rabinos alegam que não fossem eles, os haredim, Israel não teria sobrevivido. Os laicos israelenses acreditam que Israel sobreviveu desde sua fundação graças a seus soldados e à Força Aérea. O premiê Netanyahu está entre as ameaças dos partidos religiosos de abandoná-lo no Parlamento, onde poderá cair, e à fúria da maioria dos israelenses, caso não recrute os jovens haredim.

Na segunda-feira à noite, o partido religioso United Torah Judaísmo renunciou à coligação. Representando quatro cadeiras no Parlamento de 120, deixou o governo com 64 votos. Outro partido ultra ortodoxo, Agudat Israel, anunciou que também vai abandonar a coligação. Com três cadeiras, o governo será reduzido a 61 votos, uma maioria de um voto. Se mais um partido religioso aderir, o Shas, Netanyahu passará a ser um governo minoritário, com 50 cadeiras, o que significa que não conseguirá mais aprovar nenhuma legislação no Parlamento.

A renúncia dos partidos só entra em vigor 48 horas depois de anunciada, tempo para que Netanyahu, um sobrevivente de várias crises como a atual, consiga um acordo que dure, pelo menos, mais alguns dias, até 27 de julho, quando o Parlamento entra em recesso por três meses. Os haredim sabem que, se o governo cair, ou convocar eleições antecipadas, eles talvez não sejam reeleitos.

O próprio Netanyahu já se sentou diante do computador para escrever um improvável acordo que satisfaça às partes. O trâmite da Lei da Evasão, como tem sido chamada, está nas mãos do presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa do Parlamento, Yuli Edelstein, que disse nesta terça-feira: “não existe compromisso possível”.

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