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Rodízio está suspenso no feriado em São Paulo? Saiba

Nesta quinta-feira (9) é comemorada a Revolução Constitucionalista

Da redação
DA REDAÇÃO

08/07/2026 • 10:52 • Atualizado em 08/07/2026 • 10:52

Rodízio de veículos será suspenso no feriado em São Paulo

Rodízio de veículos será suspenso no feriado em São Paulo

Ciete Silvério/Governo do Estado de SP

O rodízio municipal de veículos na cidade de São Paulo está suspenso nesta quinta-feira (9), data em que se celebra o feriado da Revolução Constitucionalista, e também na sexta-feira (10), em virtude da emenda de feriado prolongado. A medida da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) beneficia os motoristas de carros de passeio, que ganham livre circulação por todo o centro expandido da capital paulista durante os dois dias.

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A folga na restrição habitual de circulação por final de placa visa facilitar o fluxo em um período de menor atividade comercial e administrativa na metrópole.

O calendário tradicional de restrições volta a operar normalmente a partir da segunda-feira subsequente.

Alterações no trânsito e transporte público

Além da liberação dos automóveis de passeio, a Prefeitura de São Paulo adota critérios diferenciados para outros modais e serviços urbanos durante o feriado prolongado.

Os veículos pesados, como caminhões, recebem permissão especial de tráfego, uma vez que o rodízio específico para a categoria, a Zona de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões (ZMRC) e a Zona de Máxima Restrição aos Fretados (ZMRF) permanecem temporariamente suspensos no dia 9 de julho.

Outro ponto de atenção para os motoristas diz respeito às faixas exclusivas de ônibus, que ficam liberadas para a circulação de veículos de passeio ao longo do feriado.

A única exceção na flexibilização viária é o sistema de estacionamento rotativo. O serviço de Zona Azul continua funcionando sem alterações, mantendo a obrigatoriedade de ativação dos créditos digitais e o respeito ao tempo máximo de permanência indicado nas placas de sinalização de cada localidade.

O que foi a Revolução Constitucionalista de 1932?

O 9 de julho marca o início do levante armado dos paulistas contra o governo provisório de Getúlio Vargas. O estopim do movimento foi a morte de quatro estudantes — Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo — durante um protesto contra o regime, ocorrido em 23 de maio daquele ano, na Praça da República, em São Paulo.

As iniciais de seus nomes formaram a sigla MMDC, que se tornou o símbolo da resistência.

O conflito, que durou cerca de três meses, tinha como objetivo principal a convocação de eleições e a promulgação de uma nova Constituição para o Brasil, após o fechamento do Congresso e a dissolução da carta de 1891 por Vargas. Embora, do ponto de vista militar, as forças paulistas tenham sido derrotadas pelas tropas federais, o movimento foi considerado uma vitória política.

Pouco tempo depois, o governo atendeu às principais reivindicações, culminando na promulgação da Constituição de 1934 e na convocação de eleições diretas. Desde 1997, a data é oficialmente feriado civil no estado de São Paulo, reconhecendo a importância do evento para a democracia brasileira.

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