
Rodízio de veículos será suspenso no feriado em São Paulo
Ciete Silvério/Governo do Estado de SP
O rodízio municipal de veículos na cidade de São Paulo está suspenso nesta quinta-feira (9), data em que se celebra o feriado da Revolução Constitucionalista, e também na sexta-feira (10), em virtude da emenda de feriado prolongado. A medida da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) beneficia os motoristas de carros de passeio, que ganham livre circulação por todo o centro expandido da capital paulista durante os dois dias.
A folga na restrição habitual de circulação por final de placa visa facilitar o fluxo em um período de menor atividade comercial e administrativa na metrópole.
O calendário tradicional de restrições volta a operar normalmente a partir da segunda-feira subsequente.
Alterações no trânsito e transporte público
Além da liberação dos automóveis de passeio, a Prefeitura de São Paulo adota critérios diferenciados para outros modais e serviços urbanos durante o feriado prolongado.
Os veículos pesados, como caminhões, recebem permissão especial de tráfego, uma vez que o rodízio específico para a categoria, a Zona de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões (ZMRC) e a Zona de Máxima Restrição aos Fretados (ZMRF) permanecem temporariamente suspensos no dia 9 de julho.
Outro ponto de atenção para os motoristas diz respeito às faixas exclusivas de ônibus, que ficam liberadas para a circulação de veículos de passeio ao longo do feriado.
A única exceção na flexibilização viária é o sistema de estacionamento rotativo. O serviço de Zona Azul continua funcionando sem alterações, mantendo a obrigatoriedade de ativação dos créditos digitais e o respeito ao tempo máximo de permanência indicado nas placas de sinalização de cada localidade.
O que foi a Revolução Constitucionalista de 1932?
O 9 de julho marca o início do levante armado dos paulistas contra o governo provisório de Getúlio Vargas. O estopim do movimento foi a morte de quatro estudantes — Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo — durante um protesto contra o regime, ocorrido em 23 de maio daquele ano, na Praça da República, em São Paulo.
As iniciais de seus nomes formaram a sigla MMDC, que se tornou o símbolo da resistência.
O conflito, que durou cerca de três meses, tinha como objetivo principal a convocação de eleições e a promulgação de uma nova Constituição para o Brasil, após o fechamento do Congresso e a dissolução da carta de 1891 por Vargas. Embora, do ponto de vista militar, as forças paulistas tenham sido derrotadas pelas tropas federais, o movimento foi considerado uma vitória política.
Pouco tempo depois, o governo atendeu às principais reivindicações, culminando na promulgação da Constituição de 1934 e na convocação de eleições diretas. Desde 1997, a data é oficialmente feriado civil no estado de São Paulo, reconhecendo a importância do evento para a democracia brasileira.

