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Rubio classifica governo do Irã como terrorista e defende ataques dos EUA

Segundo o chefe da diplomacia americana, a operação foca na neutralização de sistemas de mísseis balísticos e suas plataformas de lançamento

Da redação
DA REDAÇÃO

09/03/2026 • 10:55 • Atualizado em 09/03/2026 • 11:03

Marco Rubio, secretário de estado dos EUA

Marco Rubio, secretário de estado dos EUA

Umit Bektas/Reuters

O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, reafirmou nesta segunda-feira (9) que a ofensiva militar contra o Irã possui objetivos estratégicos claros, voltados para o desmantelamento da capacidade bélica de Teerã. Segundo o chefe da diplomacia americana, a operação foca na neutralização de sistemas de mísseis balísticos e suas plataformas de lançamento, além de buscar a destruição da marinha iraniana.

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Rubio justificou a agressividade da missão classificando o governo do Irã como uma entidade terrorista que ataca alvos civis e ameaça a estabilidade de toda a região do Oriente Médio.

A escalada do conflito, que envolve diretamente forças dos Estados Unidos e de Israel, tem resultado em ataques intensificados contra infraestruturas militares iranianas. Em contrapartida, Teerã tem respondido com o lançamento de drones e mísseis contra Israel, países do Golfo e instalações energéticas.

Rubio defendeu que a conclusão da missão resultará em um cenário internacional mais seguro, enfatizando que o arsenal ofensivo do governo iraniano está sendo reduzido diariamente pelas ações das forças americanas.

Apesar do tom de eficácia militar adotado por Washington, a operação enfrenta severos questionamentos humanitários após um bombardeio na cidade de Minab, ocorrido em 28 de fevereiro.

O ataque atingiu um complexo próximo a uma escola, resultando na morte de mais de 165 pessoas, em sua maioria crianças. Análises independentes sugerem o uso de um míssil de cruzeiro Tomahawk, armamento padrão do arsenal dos Estados Unidos, embora o governo de Donald Trump negue responsabilidade direta pelo episódio enquanto as investigações oficiais seguem em curso.

*Com informações do Estadão Conteúdo.