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Rússia diz que atacou a Ucrânia com mísseis que têm capacidade nuclear

Segundo os militares russos, o míssil foi lançado contra Kiev como resposta a uma tentativa de ataque com drone contra uma das residências do presidente Vladimir Putin, em dezembro de 2025

da redação*
DA REDAÇÃO*

09/01/2026 • 07:31 • Atualizado em 09/01/2026 • 07:31

Ucrânia

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REUTERS/Alexander Ermochenko

A Rússia afirmou, nesta sexta-feira (9), que realizou um ataque contra Kiev, capital da Ucrânia, utilizando os mísseis hipersônicos Oreshnik, que têm capacidade nuclear. O ataque deixou ao menos quatro mortos, segundo autoridades ucranianas.

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Segundo os militares russos, o míssil foi lançado contra Kiev como resposta a uma tentativa de ataque com drone contra uma das residências do presidente Vladimir Putin, em dezembro de 2025. A Ucrânia negou a ofensiva.

O Ministério da Defesa russo afirmou que o ataque teve como alvo infraestruturas críticas na Ucrânia. Também declarou que a Rússia utilizou drones de ataque e armamento terrestre e marítimo de alta precisão e longo alcance.

"Os alvos do ataque foram atingidos", disse o ministério em um comunicado, descrevendo os alvos como uma fábrica que produz drones usados ​​no suposto ataque contra a residência de Putin, além de infraestrutura de energia.

Em publicação na plataforma X, antigo Twitter, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, afirmou que um ataque desse tamanho, próximo à fronteira da União Europeia e da Otan, representa uma grave ameaça à segurança europeia. “Exigimos respostas firmes às ações imprudentes da Rússia”.

“Estamos informando os Estados Unidos, os parceiros europeus e todos os países e organizações internacionais sobre os detalhes deste perigoso ataque por meio de canais diplomáticos”, disse o chanceler.

“É absurdo que a Rússia tente justificar esse ataque com o falso ‘ataque à residência de Putin’, que nunca aconteceu. Mais uma prova de que Moscou não precisa de motivos reais para seu terror e guerra”, acrescentou Andrii Sybiha.

Esta é a segunda vez que a Rússia utiliza o míssil Oreshnik, de alcance intermediário. Moscou usou a arma pela primeira vez em novembro 2024, durante um ataque experimental contra uma fábrica. Na ocasião, fontes ucranianas afirmaram que o míssil carregava ogivas simuladas, não explosivos, e causou danos limitados.

Segundo a agência de notícias Reuters, o míssil é capaz de transportar ogivas nucleares, embora não haja indícios de que o utilizado no ataque estivesse equipado com elas.

*Com informações da agência de notícias Reuters