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Rússia e Ucrânia trocarão cerca de mil presos durante 3 dias de cessar-fogo

Medida foi anunciada por Donald Trump em celebração pelo Dia da Vitória

Da redação
DA REDAÇÃO

08/05/2026 • 15:43 • Atualizado em 08/05/2026 • 17:40

Imagem de Kiev após bombardeio russo

Imagem de Kiev após bombardeio russo

State Emergency Service of Ukraine/Handout via REUTERS

Donald Trump afirmou nesta sexta-feira (8) que Rússia e Ucrânia farão a troca de mil prisioneiros de cada lado durante o cessar-fogo de três dias que começa no sábado (9). A paralisação dos ataques foi definida devido à celebração do Dia da Vitória, que marca o fim da Segunda Guerra Mundial.

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O presidente dos Estados Unidos afirmou que a troca de prisioneiros foi um pedido seu aos dois líderes, que estão em guerra há mais de quatro anos. Ele ainda completou que as negociações continuam para encerra a guerra que ele classificou como “longa, mortal e árdua” e a “maior desde a Segunda Guerra Mundial”.

A Rússia anunciou o cessar-fogo pela data no início da semana. Durante anos, o governo russo usou o desfile pomposo do Dia da Vitória para exibir seu poderio militar e influência global. Dessa vez, no entanto, as celebrações serão sem tanques, mísseis e outros equipamentos militares pela primeira vez em quase duas décadas.

A Segunda Guerra Mundial permanece um raro ponto de consenso na história conturbada da Rússia sob o regime comunista. A União Soviética perdeu 27 milhões de pessoas no que chamou de Grande Guerra Patriótica, entre 1941 e 1945, um enorme sacrifício que deixou uma profunda cicatriz na psique nacional.

Vladimir Putin, que governa a Rússia há mais de 25 anos, transformou o Dia da Vitória em um pilar fundamental de seu mandato e tentou usá-lo para justificar a guerra na Ucrânia.

O desfile do ano passado, em comemoração ao 80º aniversário, atraiu para a Moscou o maior número de líderes mundiais em uma década, incluindo convidados de alto nível como o presidente chinês, Xi Jinping; o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva; e o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico.