
Alexei Navalny
REUTERS/Tatyana Makeyeva/File Photo
A Rússia rejeitou, nesta segunda-feira (16), a denúncia de cinco países europeus afirmando que o opositor Alexei Navalny morreu envenenado por uma toxina presente na pele de uma rã, em uma prisão russa.
"Não aceitamos tais acusações. Não concordamos, as consideramos tendenciosas e infundadas", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov,.
Na segunda-feira, quando se completaram dois anos da morte de Navalny, a mãe do opositor visitou seu túmulo no cemitério de Borisov, em Moscou, e exigiu justiça.
Entenda
Cinco países europeus afirmaram que Alexei Navalny, um dos principais opositores de Vladimir Putin, morreu envenenado por uma toxina encontrada em sapos. O comunicado foi emitido durante a Conferência de Segurança de Munique, trazendo novos detalhes sobre o falecimento do ativista, ocorrido há dois anos em uma prisão russa no Ártico.
Segundo as investigações internacionais, a causa da morte foi um veneno letal encontrado originalmente em sapos da América do Sul. Análises de amostras retiradas do corpo de Navalny confirmaram conclusivamente a presença de uma substância chamada Epibatidina.
Embora esse veneno não seja encontrado naturalmente na Rússia, o bloco de países europeus sustenta que o governo russo tinha os meios, o motivo e a oportunidade para administrar a substância ao prisioneiro.
Alexei Navalny consolidou-se como o principal líder da oposição na Rússia e ganhou reconhecimento internacional por suas denúncias persistentes de corrupção no alto escalão do governo. Até o momento, as autoridades russas negam qualquer responsabilidade pela morte de Navalny e refutam as conclusões do relatório europeu.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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