Band Jornalismo

Rússia rejeita acusações de que opositor Navalni foi envenenado na prisão

Porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que não aceita tais acusações. ‘Não concordamos, as consideramos tendenciosas e infundadas’

da redação com estadão conteúdo
DA REDAÇÃO COM ESTADÃO CONTEÚDO

17/02/2026 • 09:06 • Atualizado em 17/02/2026 • 09:15

Alexei Navalny

Alexei Navalny

REUTERS/Tatyana Makeyeva/File Photo

A Rússia rejeitou, nesta segunda-feira (16), a denúncia de cinco países europeus afirmando que o opositor Alexei Navalny morreu envenenado por uma toxina presente na pele de uma rã, em uma prisão russa.

Compartilhar

"Não aceitamos tais acusações. Não concordamos, as consideramos tendenciosas e infundadas", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov,.

Na segunda-feira, quando se completaram dois anos da morte de Navalny, a mãe do opositor visitou seu túmulo no cemitério de Borisov, em Moscou, e exigiu justiça.

Entenda

Cinco países europeus afirmaram que Alexei Navalny, um dos principais opositores de Vladimir Putin, morreu envenenado por uma toxina encontrada em sapos. O comunicado foi emitido durante a Conferência de Segurança de Munique, trazendo novos detalhes sobre o falecimento do ativista, ocorrido há dois anos em uma prisão russa no Ártico.

Segundo as investigações internacionais, a causa da morte foi um veneno letal encontrado originalmente em sapos da América do Sul. Análises de amostras retiradas do corpo de Navalny confirmaram conclusivamente a presença de uma substância chamada Epibatidina.

Embora esse veneno não seja encontrado naturalmente na Rússia, o bloco de países europeus sustenta que o governo russo tinha os meios, o motivo e a oportunidade para administrar a substância ao prisioneiro.

Alexei Navalny consolidou-se como o principal líder da oposição na Rússia e ganhou reconhecimento internacional por suas denúncias persistentes de corrupção no alto escalão do governo. Até o momento, as autoridades russas negam qualquer responsabilidade pela morte de Navalny e refutam as conclusões do relatório europeu.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.