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Saúde incorpora transplante da membrana amniótica para tratar diabetes

Expectativa é que mais de 860 mil pacientes sejam beneficiados ao ano

Da redação
DA REDAÇÃO

16/04/2026 • 13:32 • Atualizado em 16/04/2026 • 13:39

O Ministério da Saúde anunciou a incorporação do transplante de membrana amniótica ao Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento de complicações associadas ao diabetes e de alterações oculares. A decisão foi tomada com base em parecer favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

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Segundo a pasta, a tecnologia passa a ser indicada em casos de feridas crônicas, pé diabético e doenças que afetam a superfície ocular. A estimativa é de que mais de 860 mil pacientes sejam beneficiados anualmente com a medida.

Entenda

A membrana amniótica é um tecido obtido durante o parto e amplamente utilizado na medicina regenerativa por suas propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes, que ajudam a reduzir complicações em diferentes tratamentos.

No caso do pé diabético, por exemplo, o uso desse material pode acelerar a cicatrização de feridas em até duas vezes em comparação com curativos convencionais. No SUS, a técnica já vinha sendo aplicada desde 2025 no tratamento de queimaduras extensas.

Para alterações oculares — incluindo problemas nas pálpebras, glândulas lacrimais e cílios —, o tecido contribui para a regeneração da superfície do olho, alivia a dor e favorece a recuperação.

De acordo com o ministério, o curativo biológico também reduz o risco de novas lesões e melhora a qualidade da visão. A tecnologia é considerada especialmente eficaz em casos mais graves ou resistentes aos tratamentos tradicionais, como glaucoma, queimaduras oculares, inflamações, perfurações e úlceras da córnea.