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Schüler sobre PSD: ‘Grande pergunta é: por que seria diferente de Alckmin?’

Cientista político observa que o partido enfrenta o desafio de transformar essa multiplicidade de opções em uma candidatura consensual e viável

Por Redação
REDAÇÃO

02/02/2026 • 10:09 • Atualizado em 02/02/2026 • 10:09

Fernando Schüler

O cientista político Fernando Schüler, colunista da BandNews TV, analisou que o PSD já iniciou as movimentações para o pleito de 2026 com três nomes de relevo: Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite. Conforme Schüler, a legenda caminha para uma definição que deve ocorrer após abril, quando os postulantes deixarem seus cargos executivos para se desincompatibilizarem.

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O cientista político observa que o partido enfrenta o desafio de transformar essa multiplicidade de opções em uma candidatura consensual e viável, destacando que o governador paranaense é atualmente a principal aposta da sigla por sua baixa rejeição e trânsito no setor econômico.

Conforme o colunista, o perfil de Ratinho Júnior se harmoniza com a estratégia de moderação buscada por Gilberto Kassab, diferentemente da postura adotada por Ronaldo Caiado. Conforme Schüler, embora Caiado seja um gestor relevante, seu tom "claramente à direita" e seus embates diretos com o governo federal não coincidem com a imagem de centro que a cúpula partidária deseja projetar.

Para o analista, o PSD busca um nome que não "meça forças" de maneira agressiva, privilegiando uma figura que transite entre diferentes setores do eleitorado sem alimentar polarizações extremas.

Sobre a fragilidade estratégica da legenda e a liberdade dada aos seus membros para apoiar diferentes palanques, o especialista traça um paralelo direto com o pleito de 2018.

“A grande pergunta para o PSD é: por que seria diferente do Geraldo Alckmin? O PSDB tinha uma enorme aliança, quantidade de tempo de televisão, de fundo eleitoral, de dinheiro, de tudo, e fez 4% dos votos. O eleitor percebe as sinalizações; se o partido já entra na campanha dizendo que pode votar em quem quiser, você entra meio frágil na disputa”, disse.

Conforme o colunista, entrar na disputa com uma postura de "se colar, colou" pode indicar que o objetivo primordial é garantir espaços no futuro governo, independentemente de quem vença. De acordo com o colunista, esse pragmatismo excessivo, embora preserve a influência do partido na máquina estatal, pode esvaziar a força política da candidatura e comprometer as chances reais de vitória nas urnas.

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