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Brasil

‘Se tiver alguma coisa, vai pagar’, diz Lula ao filho sobre fraudes no INSS

Lula revelou que, logo após a divulgação das suspeitas envolvendo o esquema no INSS, chamou o filho para uma conversa privada e decisiva

2 min

05/02/2026 12:57 • Atualizado há 260 dias

‘Se tiver alguma coisa, vai pagar’, diz Lula ao filho sobre fraudes no INSS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou uma entrevista concedida ao portal UOL, nesta quinta-feira (5), para marcar sua posição em relação às investigações da Polícia Federal que citam seu filho, o empresário Fábio Luís Lula da Silva.

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Lula revelou que, logo após a divulgação das suspeitas envolvendo o esquema no INSS, chamou o filho para uma conversa privada e decisiva. O presidente enfatizou que não haverá privilégios caso as provas apontem para a culpa de Lulinha.

"Olhei no olho do meu filho e disse: 'Só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, você vai pagar o preço de ter alguma coisa. Se você não tiver, se defenda'", relatou o presidente durante a entrevista.

Quebra de sigilo

O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), protocolou um pedido para a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A solicitação busca aprofundar as investigações sobre a suposta ligação de Lulinha com um esquema de fraudes em benefícios de aposentados e pensionistas, investigado pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto.

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Além da quebra de sigilo, parlamentares da oposição articulam uma nova tentativa de convocação do empresário para depor no colegiado.

Entenda a ligação com o esquema

A investigação mira a relação de Lulinha com Antônio Carlos Camilo Antunes, apelidado de "Careca do INSS" e apontado como o líder de um esquema que realizava descontos associativos não autorizados em aposentadorias.

O nome do filho do presidente apareceu em diálogos monitorados pela PF, onde Antunes cita um pagamento destinado "ao filho do rapaz", o que, para os investigadores, é uma referência direta a Fábio Luís. A suspeita, segundo o relator da CPMI, é de que Lulinha tenha atuado como "sócio oculto" em negócios financiados com dinheiro desviado do INSS.

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Além do pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal, a oposição ainda tenta convocar o empresário para depor na CPMI. Em outras ocasiões, a base aliada ao governo conseguiu barrar requerimentos.

A expectativa agora é que o novo pedido de quebra de sigilo seja votado na retomada dos trabalhos da comissão, prevista para quinta-feira (05).

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), já afirmou que insistirá na convocação de Lulinha, declarando que as "citações são muito fortes" e que é uma "obrigação investigar".

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