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Nada justifica a punição coletiva do povo palestino, diz secretário-geral da ONU

Guterres afirmou que é necessário o cessar-fogo na Faixa de Gaza e a liberação de todos os reféns

Da redação
DA REDAÇÃO

23/09/2025 • 10:47 • Atualizado em 23/09/2025 • 10:47

Durante o discurso na Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (23), o secretário-geral António Guterres afirmou que é necessário o cessar-fogo na Faixa de Gaza e a liberação de todos os reféns, sem justificativas para a punição coletiva dos palestinos.

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Guterres também citou a decisão do Tribunal Internacional de Justiça em sentenciar medidas para evitar o genocídio na região, e destacou que após a decisão “a fome foi decretada e as violências se intensificaram”.

“Nada justifica a punição coletiva do povo palestino e a destruição sistemática de Gaza. Sabemos o que é necessário: cessar-fogo completo, libertação de todos os reféns e ajuda humanitária já! Precisamos de paz prolongada no Oriente Médio, a solução de dois Estados, precisamos evitar a expansão da violência e a ameaça total de anexação”, disse o secretário.

Guterres afirmou que o conflito em Gaza “ultrapassa quaisquer parâmetros de outras guerras” e citou a decisão do principal tribunal da ONU, que acatou uma denúncia feita pela África do Sul, em que acusa Israel de genocídio.

“Em Gaza, temos os meses mais atrozes que desafiam as questões humanitárias mais básicas. A escala de destruição ultrapassa quaisquer parâmetros de outras guerras. O Tribunal Internacional de Justiça já sentenciou medidas para aplicação da convenção para evitar o genocídio nas ruas de Gaza. Desde então, a fome foi decretada e as violências se intensificaram”, completou.

Lula abre Assembleia da ONU

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abre nesta terça-feira (23) a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, mantendo a tradição de o Brasil ser o primeiro país a discursar no encontro anual.

Será a primeira vez que Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estarão no mesmo ambiente desde o anúncio do tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros, e a expectativa é de que ambos abordem, em sequência, temas centrais para a política internacional.

Entre os pontos que devem nortear a fala do presidente brasileiro estão a defesa do fortalecimento da democracia, o respeito à soberania nacional e a importância do multilateralismo em um cenário global de tensões crescentes. Segundo a comitiva presidencial, Lula também deve reforçar a necessidade de fortalecimento das instituições internacionais, em meio às sanções impostas recentemente pelo governo norte-americano ao Brasil.

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