
Preocupação com furtos faz foliões buscarem no Google como proteger o celular.
Tomaz Silva/ Agência Brasil
Levar ou não levar o celular? Esse dilema se tornou comum para quem quer curtir o Carnaval e, ao mesmo tempo, registrar os momentos com amigos. Neste ano, a dúvida também ganhou força na internet.
Dados da Sala Digital, uma parceria entre a Band e o Google, mostram que as buscas pelo aplicativo Celular Seguro, do governo, aumentaram 75%, enquanto o interesse por seguros para aparelhos cresceu 30% nos últimos sete dias em relação à média anterior. O movimento acompanha o aumento de pesquisas por termos como “como proteger o celular no carnaval”, “como esconder celular no carnaval” e “como guardar o celular no bloquinho”, indicando que a preocupação passou a fazer parte do planejamento de quem vai para a folia.
Em 2025, foram registradas 6.067 ocorrências de furtos e roubos de celulares em oito dias de Carnaval em São Paulo, segundo levantamento da Secretaria da Segurança Pública (SSP), com base em boletins de ocorrência. Os megablocos concentraram quase 20% dos casos, principalmente em vias de grande circulação, como a Avenida Pedro Álvares Cabral e a Rua da Consolação, regiões que tradicionalmente recebem grandes concentrações de público.
Antecipar-se aos riscos é importante, mas saber como agir caso o problema aconteça também faz diferença.
O que fazer se o celular for roubado ou furtado?
Priscila Couto, líder de Segurança e Confiabilidade do Google na América Latina, explica que o bloqueio remoto é uma das medidas mais rápidas. “Com o bloqueio remoto do Android, você consegue bloquear o telefone apenas com o número, sem precisar acessar a conta Google. Assim, é possível impedir o acesso aos dados imediatamente”, afirma.
Segundo a especialista, o bloqueio pode ser feito acessando o site android.com/lock e informando o número do telefone. A medida impede o uso do aparelho e o acesso a informações pessoais. Caso o celular seja recuperado, o desbloqueio pode ser realizado normalmente com o PIN ou a biometria. No entanto, o recurso está disponível apenas para aparelhos com sistema Android.
Ela também chama atenção para ferramentas automáticas de proteção. “Se o celular for arrancado da mão, a inteligência artificial do Android identifica o movimento e bloqueia a tela na hora, mesmo sem conexão com internet”, explica. Para isso, é preciso ativar a ferramenta “proteção para roubo” nas configurações do celular.
Além disso, orientação é sempre registrar o boletim de ocorrência, que pode ser feito presencialmente ou pela Delegacia Eletrônica.
Antes mesmo de sair para os blocos, algumas medidas rápidas ajudam a reduzir riscos, como desinstalar temporariamente aplicativos bancários, ativar a autenticação em dois fatores, usar senhas fortes e evitar o manuseio do celular em áreas muito cheias. Regras simples, mas que sempre valem ser reforçadas!
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