O aumento das atividades ao ar livre durante o verão e o período de férias tem gerado um alerta das autoridades de segurança. Após o caso do jovem Roberto Farias Tomaz, que ficou cinco dias perdido na mata no Paraná, veja as orientações fundamentais para quem pretende realizar trilhas e evitar situações de risco extremo em áreas de difícil acesso.
Roberto desapareceu enquanto descia a trilha do Pico Paraná. Ao se separar de seu grupo, o jovem tomou um caminho equivocado e caminhou por mais de 20 quilômetros até alcançar uma fazenda onde conseguiu pedir socorro.
O episódio não é isolado: no último fim de semana, um homem sofreu uma queda de dez metros no Morro do Vigia, em Piraquara (PR), resultando em traumas no tórax e um complexo resgate realizado pelo Corpo de Bombeiros.
Riscos climáticos e isolamento
Além de quedas e desorientação, as condições climáticas representam um perigo constante. Na Serra do Cipó, em Minas Gerais, cinco homens ficaram isolados após um temporal. A cheia repentina de um rio impediu o retorno do grupo, que precisou aguardar quase 24 horas até ser retirado pelos bombeiros.
O planejamento é apontado como a primeira barreira de proteção. Antes de entrar em áreas de mata, é indispensável que o trilheiro verifique seu condicionamento físico, utilize vestimentas apropriadas e esteja acompanhado de guias credenciados ou pessoas que conheçam profundamente a geografia local.
Orientações fundamentais e a "regra de ouro"
Para garantir a segurança em ambientes naturais, especialistas listam recomendações que podem salvar vidas:
- Suprimentos: Levar água e alimentos em quantidade superior à prevista para o tempo da trilha.
- Clima: Monitorar a previsão do tempo e considerar mudanças súbitas.
- Comunicação: Informar familiares sobre a rota exata e o horário previsto de retorno, além de portar um celular carregado.
Caso o trilheiro perceba que está perdido, deve aplicar imediatamente o que as equipes de busca chamam de "regra de ouro". Segundo o tenente-coronel Igor Gabriel, do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST), a orientação é parar de caminhar imediatamente.
A análise técnica reforça que, quando a pessoa perdida continua avançando pelo terreno, ela dificulta o trabalho das equipes de busca, que precisam rastrear indícios e prever a direção da vítima. Permanecer em um ponto fixo facilita a localização e a identificação de sinais enviados aos socorristas, diminuindo drasticamente o tempo de resgate e o desgaste físico do sobrevivente.
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