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Senador do PT diz que CPMI do INSS "não é de bom tom" para governo Lula

Objetivo da CPMI dos deputados e senadores para apurar um esquema no Ministério da Previdência causada por um esquema que gerou R$ 6,3 bilhões em cobranças indevidas entre 2019 e 2024

ESTADÃO CONTEÚDO

26/05/2025 • 18:36 • Atualizado em 26/05/2025 • 18:45

senador Fabiano Contarato (PT-ES) em pronunciamento na bancada do Senado

senador Fabiano Contarato (PT-ES) em pronunciamento na bancada do Senado

Andressa Anholete/Agência Senado

O senador Fabiano Contarato (PT-ES) afirmou que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não é interessante para o governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva. O parlamentar foi o único petista a assinar o requerimento para abertura da comissão.

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"Esses fatos, que atingem uma camada da população com um elevado grau de vulnerabilidade, têm que ser apurados. Mas isso não impede, obviamente, que para o governo não seja propício, ou de bom tom", afirmou o senador.

A declaração ocorreu em entrevista coletiva antes da participação do senador em um painel Seminário de Segurança Pública, Direitos Humanos e Democracia do Instituto para a Reforma das Relações entre Estado e Empresa (IREE).

Fabiano diz estar comprometido com o governo do presidente Lula, mas que é favorável à abertura da CMPI. O senador ainda diz que está com a consciência tranquila com relação à assinatura do requerimento e que o partido lhe dá autonomia para que possa se manifestar. "Não posso falar pelos meus colegas porque isso é pessoal de cada um", completa Fabiano.

O objetivo da CPMI é reunir deputados e senadores para apurar um esquema no Ministério da Previdência causada por um esquema que gerou R$ 6,3 bilhões em cobranças indevidas entre 2019 e 2024.

O escândalo provocou a saída do presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, acusado de omissão. Ele foi indicado pelo Ministro da Previdência, Carlos Lupi.

O Estadão entrou em contato com o senador Fábio Contarato, mas não havia obtido uma resposta até a publicação deste texto, o qual será atualizado assim que for recebida.