Band Jornalismo

Silvio Santos sofreu sequestro dois dias após a filha, Patrícia; relembre

Apresentador, que morreu aos 93 anos neste sábado (17), foi feito refém pelo mesmo sequestrador que havia levado Patrícia Abravanel dias antes

Da redação
DA REDAÇÃO

17/08/2024 • 12:18 • Atualizado em 17/08/2024 • 12:18

Silvio Santos e Patrícia Abravanel

Silvio Santos e Patrícia Abravanel

Silvio Santos e Patrícia Abravanel (Foto: Arquivo)

Silvio Santos passou por momentos de tensão há 23 anos atrás, quando foi feito refém dias após o sequestro da filha, Patrícia Abravanel. O apresentador, que morreu neste sábado (17), aos 93 anos, viveu horas de terror sob a mira de Fernando Dutra Pinto, mesmo sequestrador de Patrícia.

Compartilhar

O criminoso havia levado Patrícia, que saía para a faculdade em 21 de agosto de 2001, da mansão onde moravam no Morumbi. Após sete dias de negociações, ela foi libertada na madrugada de 28 de agosto. A família nega pagamento aos criminosos, mas rumores dizem que os sequestradores haviam recebido R$ 500 mil de resgate.

A polícia havia prendido dois criminosos, mas Fernando Dutra Pinto e outro criminoso estavam foragidos. Ele chegou a ser encontrado em um flat em Barueri, mas ele matou dois policiais e fugiu com um tiro nas nádegas. Ele voltou até a residência de Silvio Santos e então se escondeu, até o começo da manhã de 30 de agosto de 2001.

Às 7h, Fernando Dutra Pinto invadiu a casa da família e rendeu Silvio Santos na cozinha. Ele exigia um helicóptero e não negociar com a polícia. Ele manteve o apresentador refém e liberou a esposa de Silvio, Íris Abravanel, as filhas e os funcionários.

Após horas de negociação, o criminoso se rendeu quando o governador de São Paulo na época, Geraldo Alckmin, chegou para conversar com o sequestrador. Foram oito horas de sequestro. Para a polícia, Fernando Dutra Pinto contou que só voltou a entrar no local para pedir ajuda a Silvio Santos.

O que aconteceu após a prisão?

Fernando Dutra Pinto morreu na prisão cinco meses após o caso, em 2 de janeiro de 2002. Ele sofreu uma parada cardíaca, mas, segundo um relatório da ONG Comissão Teotônio Vilela de Direitos Humanos, o sequestrador teria sofrido tortura e negligência médica.

Tópicos relacionados