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Sinais de paz em Gaza para a guerra no sábado

Moises Rabinovici
MOISES RABINOVICI

12/02/2025 • 17:59 • Atualizado em 12/02/2025 • 17:59

Moises Rabinovici
Gaza

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Ramadan Abed/Reuters

“As portas do inferno” talvez não abram em Gaza no sábado, como previsto pelos EUA e Israel, porque o Egito e Catar estão dando sinais de paz das conversas mantidas com o Hamas.

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Uma delegação do Hamas no Cairo indicou que pode libertar mais três reféns no sábado, seguindo o acordo de cessar-fogo de 19 de janeiro, se Israel fornecer mais tendas e abrigos para os palestinos em Gaza -- o que já estaria prometido.

Uma fonte palestina confirmou que “egípcios e catarianos estão trabalhando intensamente para resolver a crise e obrigar Israel a implementar o protocolo humanitário no acordo de cessar-fogo”. No início da semana, o Hamas anunciou a suspensão da troca de reféns por prisioneiros palestinos, no sábado, acusando Israel de violações.

O presidente Trump reagiu, na Casa Branca, prometendo o inferno se todos os reféns não forem libertados até o meio-dia de sábado. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reforçou o ultimato, sem impor quantidade de reféns que deve ser trocado por prisioneiros palestinos. Até o final da primeira fase de seis semanas do acordo, nove reféns vivos e oito mortos estão previstos.

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, repetiu hoje que “os portões do inferno serão abertos, se o Hamas interromper a libertação de reféns. Não há acordo; haverá uma guerra”. Ele acrescentou que a guerra, agora, será diferente em sua intensidade e não acabará sem a derrota do Hamas, deixando Gaza para o plano de Trump, que quer esvaziá-la de seus 2 milhões de habitantes para a criação da Riviera do Oriente Médio. O rei Abdullah, que foi à Casa Branca ontem, ofereceu receber 2 mil crianças doentes, mas rejeitou o êxodo de palestinos para seu reino. O presidente egípcio, que seria a próxima visita de Trump, na semana que vem, cancelou a viagem. Uma cúpula árabe está marcada para o próximo dia 27, quando tomará uma decisão em nome de todos os países árabes.

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