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Sisu, Prouni ou Fies: qual a diferença e qual escolher em 2026?

Saiba qual programa se encaixa na sua nota do Enem, renda e objetivos de carreira para entrar na faculdade em 2026

Da redação
DA REDAÇÃO

16/01/2026 • 16:33 • Atualizado em 16/01/2026 • 16:33

Enem 2025

Enem 2025

Angelo Miguel/MEC

Qual a diferença entre Sisu, Prouni e Fies?”. Essa é uma das perguntas mais feitas pelos brasileiros na plataforma de pesquisa do Google, ao longo dos últimos 5 anos, sobre os programas de acesso ao ensino superior.

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Com a divulgação dos resultados do Enem, o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior torna-se o destino de milhões de brasileiros que buscam uma graduação. No entanto, de fato, a confusão entre as siglas Sisu, Prouni e Fies é comum. Embora todos utilizem o desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio como critério de seleção, cada programa tem um funcionamento e um público-alvo muito específicos.

A escolha correta depende de três pilares: o tipo de instituição desejada (pública ou privada), a realidade financeira da família e a pontuação obtida no exame. Entender as engrenagens de cada um é o primeiro passo para não perder prazos nem oportunidades valiosas.

Sisu: o caminho para o ensino público e gratuito

O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) é a principal porta de entrada para universidades e institutos federais e estaduais. A grande vantagem aqui é a gratuidade total: o aluno não paga mensalidades durante todo o curso.

Para a edição de 2026, o Sisu traz uma novidade histórica: o sistema passará a considerar a melhor nota do candidato entre as edições de 2023, 2024 e 2025 do Enem. O cálculo é feito automaticamente para cada opção de curso, buscando sempre a média ponderada mais vantajosa para o estudante. Não há limite de renda para participar, mas é preciso ter concluído o ensino médio e não ter zerado a redação.

Prouni: bolsas de estudo em faculdades particulares

O Programa Universidade para Todos (Prouni) foca em instituições privadas, oferecendo bolsas que podem ser integrais (100%) ou parciais (50%). Diferente do Sisu, este programa é restrito a perfis socioeconômicos específicos: a bolsa integral é para quem tem renda familiar de até 1,5 salário mínimo por pessoa, enquanto a parcial atende quem recebe até 3 salários mínimos per capita.

Para concorrer, além da questão da renda, o estudante precisa ter alcançado pelo menos 450 pontos na média das provas do Enem e nota maior que zero na redação. A regra de prioridade valoriza quem cursou o ensino médio em escola pública ou como bolsista integral na rede privada.

Fies: financiamento com pagamento após o curso

O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) funciona como um empréstimo do governo para pagar as mensalidades em faculdades particulares. O estudante "compra" o curso agora e se compromete a devolver o valor em parcelas após a formatura. Atualmente, o programa oferece modalidades com juros baixos ou até zero.

A seleção exige média mínima de 450 pontos no Enem e redação acima de zero, além de renda familiar de até 3 salários mínimos por pessoa. Uma variação recente é o Fies Social, destinado a quem tem renda de até meio salário mínimo per capita e está inscrito no CadÚnico, podendo financiar até 100% do curso. Vale lembrar que o Fies exige um planejamento financeiro rigoroso, já que a dívida pode se tornar um desafio a longo prazo se o egresso não se estabilizar rapidamente no mercado.

Posso participar de mais de um programa?

A lei proíbe que um estudante ocupe uma vaga gratuita em universidade pública e tenha uma bolsa do Prouni simultaneamente. No entanto, é permitido se inscrever nos dois processos para tentar a sorte. Se for aprovado em ambos, a escolha deverá ser feita no momento da matrícula.

Uma combinação permitida e muito utilizada é o uso do Prouni parcial (50%) junto com o Fies para financiar o restante da mensalidade. O Fies também não impede a participação posterior no Sisu para quem decide trocar o financiamento privado por uma vaga em universidade pública.