
Trump em Davos
Jonathan Ernst/Reuters
Apenas 12 países, entre mais de 60 convidados, aderiram ao Conselho da Paz que o presidente Donald Trump vai fundar amanhã, oficialmente, em Davos, na Suíça. Os países que aceitaram o convite, até agora, são a Argentina, Azerbaijão, Bahrain, Bielorrússia, Cazaquistão, Egito, Emirados Árabes Unidos, Hungria, Israel, Kosovo, Marrocos e Vietnã.
A reconstrução e consolidação da paz em Gaza, a missão inicial do Conselho da Paz, não constam da carta de fundação do grupo, chamada de “mini ONU” de Trump, que será seu presidente vitalício e único detentor de poder de veto. Quem tiver interesse numa cadeira permanente no grupo deverá pagar US$ 1 bilhão.
Israel e Egito aderiram hoje ao Conselho da Paz, enquanto a Suécia e Noruega o recusaram, depois da Suécia, do Reino Unido e da França, durante a semana. A constituição italiana impede que a aliada de Trump, a presidente Giorgia Meloni, aceite o convite de um grupo liderado por um único país. A Europa está debatendo uma posição comum.
Rússia e China não responderam. Improvável que aceitem: Vladimir Putin e Xi Jinping não se submeteriam à liderança de Trump na “coragem de se afastar de abordagens e instituições que falharam com muita frequência. ” O Brasil também não respondeu.
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