
O Ministério da Saúde atualiza, nesta segunda-feira (9), o balanço da Mpox no Brasil, confirmando 140 casos da doença desde o início de 2026. Segundo os dados oficiais, o período não apresenta registros de óbitos decorrentes da enfermidade. Além das confirmações, as autoridades sanitárias monitoram 539 casos suspeitos e 9 classificados como prováveis em todo o território nacional.
A evolução mensal aponta uma estabilidade no ritmo de notificações: em janeiro, o somatório de casos confirmados e prováveis foi de 68; em fevereiro, o número subiu para 70; e, nos primeiros dias de março, foram contabilizados 11 registros. Geograficamente, a concentração da doença é mais expressiva na região Sudeste.
O estado de São Paulo lidera as estatísticas com 93 casos, seguido pelo Rio de Janeiro, com 18. Na região Norte, o estado de Rondônia aparece em terceiro lugar, com 11 registros confirmados.
Sintomas e formas de transmissão
A Mpox é uma doença zoonótica viral pertencente ao mesmo gênero da varíola humana, embora apresente, em geral, uma letalidade menor. A transmissão para seres humanos ocorre prioritariamente pelo contato direto com indivíduos infectados, materiais contaminados pelo vírus ou por meio de animais silvestres portadores do patógeno.
Os principais sinais clínicos da doença incluem erupções cutâneas ou lesões de pele características, além de linfonodos inchados (popularmente conhecidos como ínguas). O quadro também costuma vir acompanhado de febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, calafrios e sensação de fraqueza generalizada.
As autoridades de saúde recomendam que pessoas que apresentem sintomas compatíveis procurem imediatamente uma unidade de saúde para avaliação profissional. A orientação fundamental para conter a disseminação do vírus é o isolamento imediato e a interrupção de contato próximo com outras pessoas até que haja um diagnóstico definitivo.
Com informações da Agência Brasil
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