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Sonia Blota: protestos que paralisam cidades recebem novo premiê da França

Movimento, batizado de "Vamos Bloquear Tudo" e organizado pelas redes sociais, mobilizou cerca de 100 mil pessoas em todo o país contra reformas econômicas de Macron

Da redação
DA REDAÇÃO

10/09/2025 • 09:12 • Atualizado em 10/09/2025 • 09:12

Sonia Blota
Redes Sociais:
Franceses vão às ruas contra medidas econômicas de Macron

Franceses vão às ruas contra medidas econômicas de Macron

Stephane Mahe/REUTERS

A França amanheceu, nesta quarta-feira (10), mergulhada em um clima de tensão e caos, com protestos massivos, bloqueios de rodovias e confrontos entre manifestantes e a polícia, paralisando cidades inteiras.

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Um ônibus incendiado em Rennes, no oeste do país, e o cheiro de fumaça nas ruas são o retrato de uma crise que culminou na queda do primeiro-ministro François Bayrou e na imediata nomeação de um sucessor pelo presidente Emmanuel Macron.

O movimento, batizado de "Vamos Bloquear Tudo" e organizado pelas redes sociais, mobilizou cerca de 100 mil pessoas em todo o país. A insatisfação popular é alimentada por uma combinação de fatores, incluindo a controversa reforma da previdência, aprovada por decreto e que até hoje enfrenta resistência, e a contínua perda do poder aquisitivo da população.

Desde as primeiras horas desta manhã, 200 detenções já foram registradas. Na Região Metropolitana de Paris, o sistema ferroviário enfrenta paralisações e atrasos significativos, enquanto a Gare du Nord, uma das principais estações da capital, opera sob um intenso esquema de segurança. Em áreas comerciais, lojistas protegem suas vitrines com tapumes, temendo atos de sabotagem.

Crise política

A crise foi catalisada pelo plano orçamentário do agora ex-primeiro-ministro François Bayrou. A proposta, que incluía cortes de benefícios sociais, eliminação de feriados e redução de incentivos fiscais, uniu partidos de esquerda e de ultradireita no parlamento, que a rejeitaram por considerá-la prejudicial ao crescimento econômico.

Diante da derrota política e da pressão das ruas, Bayrou apresentou sua carta de demissão. Em uma resposta rápida, Macron anunciou Sébastien Lecornu, de 39 anos, ex-ministro das Forças Armadas e um aliado de longa data, como novo primeiro-ministro.

A escolha de Lecornu sinaliza a intenção de Macron de manter sua agenda de reformas econômicas, mesmo sem ter maioria no parlamento.

Cenário no parlamento

O cenário político francês permanece fragmentado e instável. A Frente Popular, de esquerda, detém a maior bancada, com 182 assentos. A coalizão de centro-direita de Macron soma 163, seguida pela ultradireita, com 143 cadeiras, e outros partidos, com 89.

Enquanto o novo governo se forma, a França se prepara para uma greve nacional, e os manifestantes continuam a desafiar as autoridades. O país vive um dia de caos, protestos e incerteza política que promete marcar a presidência de Macron.

*Este texto foi produzido com auxílio de inteligência artificial e revisado pela reportagem do Band.com.br.

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