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Internacional

Sonia Blota: protestos que paralisam cidades recebem novo premiê da França

Movimento, batizado de "Vamos Bloquear Tudo" e organizado pelas redes sociais, mobilizou cerca de 100 mil pessoas em todo o país contra reformas econômicas de Macron

2 min

10/09/2025 09:12 • Atualizado há 409 dias

Sonia Blota: protestos que paralisam cidades recebem novo premiê da França

A França amanheceu, nesta quarta-feira (10), mergulhada em um clima de tensão e caos, com protestos massivos, bloqueios de rodovias e confrontos entre manifestantes e a polícia, paralisando cidades inteiras.

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Um ônibus incendiado em Rennes, no oeste do país, e o cheiro de fumaça nas ruas são o retrato de uma crise que culminou na queda do primeiro-ministro François Bayrou e na imediata nomeação de um sucessor pelo presidente Emmanuel Macron.

O movimento, batizado de "Vamos Bloquear Tudo" e organizado pelas redes sociais, mobilizou cerca de 100 mil pessoas em todo o país. A insatisfação popular é alimentada por uma combinação de fatores, incluindo a controversa reforma da previdência, aprovada por decreto e que até hoje enfrenta resistência, e a contínua perda do poder aquisitivo da população.

Desde as primeiras horas desta manhã, 200 detenções já foram registradas. Na Região Metropolitana de Paris, o sistema ferroviário enfrenta paralisações e atrasos significativos, enquanto a Gare du Nord, uma das principais estações da capital, opera sob um intenso esquema de segurança. Em áreas comerciais, lojistas protegem suas vitrines com tapumes, temendo atos de sabotagem.

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Crise política

A crise foi catalisada pelo plano orçamentário do agora ex-primeiro-ministro François Bayrou. A proposta, que incluía cortes de benefícios sociais, eliminação de feriados e redução de incentivos fiscais, uniu partidos de esquerda e de ultradireita no parlamento, que a rejeitaram por considerá-la prejudicial ao crescimento econômico.

Diante da derrota política e da pressão das ruas, Bayrou apresentou sua carta de demissão. Em uma resposta rápida, Macron anunciou Sébastien Lecornu, de 39 anos, ex-ministro das Forças Armadas e um aliado de longa data, como novo primeiro-ministro.

A escolha de Lecornu sinaliza a intenção de Macron de manter sua agenda de reformas econômicas, mesmo sem ter maioria no parlamento.

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Cenário no parlamento

O cenário político francês permanece fragmentado e instável. A Frente Popular, de esquerda, detém a maior bancada, com 182 assentos. A coalizão de centro-direita de Macron soma 163, seguida pela ultradireita, com 143 cadeiras, e outros partidos, com 89.

Enquanto o novo governo se forma, a França se prepara para uma greve nacional, e os manifestantes continuam a desafiar as autoridades. O país vive um dia de caos, protestos e incerteza política que promete marcar a presidência de Macron.

*Este texto foi produzido com auxílio de inteligência artificial e revisado pela reportagem do Band.com.br.

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