O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), fez um balanço sobre as ações do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) que encerraram o fluxo da Cracolândia, na região central da capital paulista.
Segundo o governo de São Paulo, a área registra queda nos roubos e já começa a colher os resultados da ampliação da rede de atendimento a dependentes químicos. O avanço é resultado de um conjunto de ações integradas nas áreas de segurança, saúde e assistência social, em parceria com a prefeitura da capital, que levou ao esvaziamento da Cracolândia.
“Quando você tem um problema, se você erra no diagnóstico, você não consegue solucioná-lo. O primeiro era entender exatamente quem eram aquelas pessoas e o segundo erro foi entender que ele se resumia a esse território, onde havia concentração de usuários e criminosos, os traficantes. Na verdade, o sistema era muito maior, era um ecossistema do crime que precisava ser enfrentado”, disse Felício Ramuth.
“Do ponto de vista operacional, o terceiro grande erro é que as ações que aconteceram ao longo dos últimos 30 anos eram ações pontuais, às vezes da segurança, às vezes da saúde, às vezes da área social, mas não uma ação integrada, onde todos estivessem no mesmo barco, remando na mesma direção”, continuou.
Segundo o vice-governador, a gestão Tarcísio entendeu que as pessoas que ficavam na Rua dos Protestantes eram rotatvas e não moravam lá, apenas 10% eram usuários que frequentemente moravam na região.
“A segunda constatação é que não se tratava de um problema localizado, e sim de um ecossistema do crime. Por isso que as ações de polícia, fazendo com que a gente pudesse fechar pensões, hotéis, acabar com a favela do Moinho - que era um grande ponto de distribuição”, afirmou o vice-governador.
Felício Ramuth afirmou que o governo paulista criou o Hub de Cuidado com Crack e Outras Drogas, que recebe usuários de drogas e distribui para hospitais especializados, comunidades terapêuticas e casas terapêuticas. Durante esse período, 30 mil foram internados.
“E esse dado dos 30 mil confirma o diagnóstico que eu disse, porque se haviam entre três mil ou quatro mil pessoas, como é que nós internamos 30 mil? Justamente porque não eram as mesmas pessoas, era um público rotativo. Sempre chegavam, todos os dias, centenas de pessoas para a Cracolândia e sempre saíam centenas de pessoas da Cracolândia. É assim que a gente conseguiu convencer algumas destas a se encaminharem para o Hub e dali para os nossos hospitais”, destacou.
Ele também afirmou que o número de vagas em hospitais especializados foi ampliado. Até então, havia 150 vagas, que subiu para 780. Para comunidades terapêuticas, a quantidade de vagas subiu para 1,5 mil.
“Ao mesmo tempo, prendemos 1,8 mil traficantes. Foram mil ao longo de dois anos e meio de trabalho. Portanto, não foi o fim da Cracolândia que acabou e não voltará, ela não foi da noite para o dia, mas sim um trabalho estruturado, com ciência e paciência, ao longo de dois anos e meio”, pontuou.
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