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Keir Starmer defende Dinamarca no caso da Groenlândia

Primeiro-ministro do Reino Unido disse em entrevista que os EUA terão que justificar a operação na Venezuela e destacou que os britânicos ‘sempre defenderão o Estado de Direito Internacional’

ESTADÃO CONTEÚDO

05/01/2026 • 10:16 • Atualizado em 05/01/2026 • 10:24

Keir Starmer, premiê do Reino Unido

Keir Starmer, premiê do Reino Unido

REUTERS/Toby Melville/Pool

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou nesta segunda-feira (5) que somente a Groenlândia e a Dinamarca devem decidir o futuro da Groenlândia.

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O comentário veio após o presidente americano, Donald Trump, dizer que os Estados Unidos precisam da Groenlândia "do ponto de vista da segurança nacional", ideia que foi rejeitada pelos premiês da Groenlândia e dinamarquês.

"A Dinamarca é uma aliada próxima na Europa, é uma aliada da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e é muito importante que o futuro da Groenlândia seja para a Dinamarca e para a própria Groenlândia, e somente para elas", defendeu Starmer em entrevista à BBC.

A questão americana sobre a Groenlândia ressurgiu depois da invasão da Venezuela por forças militares dos EUA, no fim de semana. Na entrevista, Starmer disse que os EUA terão de justificar a operação e destacou que os britânicos "sempre defenderão o Estado de Direito internacional".

"Havia um presidente ilegítimo que agora foi deposto", disse Starmer, referindo-se ao líder venezuelano Nicolás Maduro. Ele também pediu "uma transição pacífica para a democracia o mais rápido possível".