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STF concede prisão domiciliar ao pastor Márcio Poncio por razões de saúde

Alexandre de Moraes considerou na decisão o estado de saúde do pastor e a gravidez de sua esposa

Da redação
DA REDAÇÃO

12/07/2026 • 11:20 • Atualizado em 12/07/2026 • 11:20

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), converteu a prisão preventiva do pastor Márcio Poncio em prisão domiciliar. Ele estava preso desde a semana passada após operação da Polícia Federal contra esquema de pagamentos do jogo do bicho, lavagem de dinheiro e monopólio na venda de cigarros.

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Moraes justificou a mudança de regime pelo estado de saúde do pastor, que sofre de retocolite ulcerativa. Ele passou por uma cirurgia de retirada do intestino grosso e necessita de tratamento médico contínuo. Além disso, o ministro considerou a gravidez de risco da esposa de Poncio, Simone Poncio, para a concessão da medida.

Márcio Poncio foi detido no dia 2, na quinta fase da Operação Unha e Carne. A ação teve como objetivo aprofundar investigações sobre lavagem de dinheiro praticada por uma organização criminosa que seria a nova cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro. A PF identificou listas de pagamentos indevidos e repasses a agentes políticos.

Como parte das condições para a prisão domiciliar, Poncio terá que cumprir medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica durante todo o período em que permanecer em sua residência.

Perfil e polêmicas

Conhecido popularmente como o "pastor do cigarro", Márcio Poncio havia anunciado sua pré-candidatura a deputado federal apenas uma semana antes de sua prisão.

Ele e sua família ganharam projeção nacional a partir de 2018, devido a intensas polêmicas familiares e exposições de relações extraconjugais de seus filhos nas redes sociais. No âmbito judicial, o clã Poncio também lida com execuções de dívidas financeiras e fiscais expressivas.

Além da prisão de Poncio, a operação da Polícia Federal também visou o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar e o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho. Na ocasião, o STF determinou o sequestro de bens e valores do grupo que chegam ao montante de R$ 22 milhões.