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STF decide nesta segunda-feira se mantém prisão preventiva de Jair Bolsonaro

Sessão extraordinária para analisar a prisão preventiva do ex-presidente será realizada em plenário virtual do STF e foi convocada pelo presidente do colegiado, Flávio Dino

Da redação
DA REDAÇÃO

24/11/2025 • 07:05 • Atualizado em 24/11/2025 • 07:05

Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro

REUTERS/Adriano Machado

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decide nesta segunda-feira (24) se mantém a decisão do ministro Alexandre de Moraes que decretou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. O político está detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, desde o último sábado (22).

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A sessão extraordinária para analisar a prisão preventiva do ex-presidente será realizada em plenário virtual da Suprema Corte e foi convocada pelo presidente do colegiado, Flávio Dino. Os votos poderão ser computados das 8h às 20h.

A decisão precisa ser referendada pelos demais ministros da Primeira Turma. Além de Alexandre de Moraes, relator do caso, votam Flávio Dino, Carmen Lúcia e Cristiano Zanin.

Prisão de Bolsonaro

Jair Bolsonaro foi preso de forma preventiva pela Polícia Federal no último sábado, após determinação de Alexandre de Moraes. Na decisão, o ministro do Supremo Tribunal Federal citou eventual risco de fuga diante da tentativa do político de violar a tornozeleira eletrônica e da vigília convocada pelo seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, nas proximidades da casa onde o ex-presidente cumpria prisão domiciliar.

Prisão mantida em audiência de custódia

Conforme a ata da audiência de custódia, Bolsonaro afirmou ter tido uma “certa paranoia” na madrugada de sexta para sábado devido à interação de medicamentos prescritos por diferentes médicos — entre eles Pregabalina e Sertralina.

Ele relatou que, por volta da meia-noite, usou um ferro de solda para abrir a tampa da tornozeleira eletrônica porque acreditou que o dispositivo continha “alguma escuta”, gerando um alerta para a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seap), responsável pelo monitoramento do equipamento.

A defesa argumenta que, por interação de remédios, Bolsonaro apresentou confusão e paranoia. E acrescenta que ele colaborou com a troca do equipamento, não havendo tentativa de fuga.

Bolsonaro afirmou ainda que não tinha intenção de fuga e que a cinta do equipamento não teria sido rompida — versão que a perícia ainda vai analisar. Ele disse ter avisado os policiais após “cair na razão” e interromper a tentativa de abrir o monitoramento eletrônico.