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Suspeita de atentado contra oligarca ucraniano em Mônaco é achada morta

Anastasiia Berezovska teria confessado envolvimento no crime; dois suspeitos foram presos por sua morte

Da redação
DA REDAÇÃO

07/07/2026 • 14:21 • Atualizado em 07/07/2026 • 14:21

Suspeita de provocar atentado contra magnata ucraniano em Mônaco

Suspeita de provocar atentado contra magnata ucraniano em Mônaco

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O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) anunciou nesta terça-feira (7) ter encontrado o corpo da cidadã ucraniana Anastasiia Berezovska, procurada pelas autoridades de Mônaco por suspeita de envolvimento no atentado à bomba realizado no fim do mês passado contra o magnata de origem ucraniana Vadim Yermolaiev.

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Anastasia Berezovska chegou à Ucrânia em 1º de julho, onde manteve contato com familiares e com dois homens --um deles era funcionário do Serviço de Inteligência Militar da Ucrânia (GUR). Segundo as autoridades ucranianas, ela confessou ter participado do atentado em Mônaco com um ex-integrante das forças de segurança.

Transferências bancárias

As autoridades ucranianas identificaram que ambos os homens com quem a suspeita manteve contato haviam realizado diversas transferências para contas bancárias e carteiras de criptomoedas de Berezovska, razão pela qual passaram a ser investigados por possível envolvimento na tentativa de assassinato ocorrida em Mônaco.

Durante a investigação, o agente do GUR com quem Berezovska manteve contato após retornar à Ucrânia relatou o assassinato da mulher, afirmando que o crime foi cometido por ele em conjunto com o outro suspeito, o ex-funcionário das forças de segurança.

Por sua vez, o ex-agente declarou não ter informado seus superiores sobre os contatos mantidos com Berezovska, nem sobre as transferências de dinheiro feitas em seu benefício ou quaisquer outras ações relacionadas ao caso. Segundo ele, todas as iniciativas foram tomadas por conta própria.

Em uma busca realizada na residência do ex-funcionário, as autoridades encontraram um porão que aparentava ter sido utilizado como sala de tortura.

Marcas de tiro na cabeça

O corpo de Berezovska foi encontrado com ferimentos de bala na cabeça. Cápsulas de munição de pistola também foram localizadas no local do crime.

Os dois suspeitos foram detidos sob acusação de homicídio premeditado cometido em grupo e mediante conspiração prévia.

O SBU informou que as investigações continuam e que todas as informações disponíveis foram encaminhadas às autoridades responsáveis pela investigação no Principado de Mônaco.

As forças de segurança também trabalham para identificar os mandantes e outros possíveis envolvidos na tentativa de assassinato da família de Vadim Yermolaiev em Mônaco.

A mulher assassinada estava foragida após o atentado que, segundo a imprensa francesa, tinha como alvo Vadim Yermolaiev, um oligarca de 58 anos de origem ucraniana que reside no pequeno principado mediterrâneo.

Na explosão, Yermolaiev ficou ferido, assim como sua esposa e seu filho de 13 anos, de acordo com o jornal Le Figaro.

Um dos empresários mais ricos de Dnipro

Segundo o jornal ucraniano The Kyiv Independent, Yermolaiev é um dos empresários mais ricos e influentes da cidade de Dnipro, com investimentos nos setores agroindustrial, imobiliário, de materiais de construção e de equipamentos médicos.

Ele renunciou à cidadania ucraniana em 2017 e desde então possui apenas cidadania cipriota. De acordo com o jornal ucraniano Ukrainska Pravda, Yermolaiev vive em Mônaco desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022.

Em 2023, o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, impôs sanções contra ele, afirmando que restrições deveriam ser aplicadas àqueles que "apoiam a agressão da Rússia, a facilitam ou escolheram o caminho vergonhoso da colaboração com o Estado terrorista". O empresário, porém, nega ter colaborado com a Rússia.

Segundo o Kyiv Independent, Yermolaiev mantinha um negócio de bebidas alcoólicas na Crimeia e foi acusado de continuar controlando a operação por meio de intermediários após a anexação da península pela Rússia, em 2014. Ele também rejeita essas acusações.

Com DW