
Câmeras de segurança do aeroporto mostram o suspeito no local um dia antes do crime.
FOTO: reprodução
O suspeito preso após a tentativa de furto de um helicóptero no aeroporto de Caxambu, no Sul de Minas, já havia sido preso nos Estados Unidos em 2024 por um caso semelhante envolvendo outra aeronave. Luiz Gustavo Aires, de 52 anos, teria furtado um avião em solo americano e pousado em uma praia da Califórnia.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado no domingo (8), o suspeito invadiu a área restrita do aeroporto, rompeu a cerca de proteção e entrou em um helicóptero que estava estacionado no pátio.
Os investigadores tiveram acesso às imagens de câmeras de segurança que mostram que o homem permaneceu dentro da aeronave por mais de uma hora, até tentar decolar. O material não foi divulgado à imprensa.
Durante a tentativa de voo, o helicóptero saiu do chão, mas caiu instantes depois, espalhando combustível e destroços pela pista. Após a queda, o suspeito deixou o local e fugiu antes da chegada das equipes de segurança. Não houve registro de feridos.
A aeronave foi encontrada danificada por um funcionário do aeroporto e o local foi isolado para os trabalhos da perícia. Imagens de câmeras internas do helicóptero registraram que o homem tentou operar os comandos usando um telefone celular como apoio.
Horas depois, Luiz Gustavo Aires foi localizado e preso em São Lourenço, cidade vizinha a Caxambu. Ele não resistiu à abordagem e afirmou, em depoimento, ser “apaixonado por aeronaves”, que tentou pilotar o helicóptero apenas para testá-lo e que possui licença para pilotagem, atualmente vencida.
O suspeito também relatou à polícia que já havia cometido um ato semelhante nos Estados Unidos, em 2024.
Segundo emissoras norte-americanas, o caso ocorreu no estado da Califórnia, quando Aires teria furtado um avião de pequeno porte no aeroporto de Palo Alto. Após a decolagem, ele fez um pouso de emergência em uma praia de Half Moon Bay, a cerca de 40 quilômetros do local do furto, deixando a aeronave parcialmente virada, com o nariz cravado na areia.
Quando as equipes de segurança chegaram ao local, o avião estava abandonado. Pouco tempo depois, o suspeito foi localizado e preso.
Na ocasião, ele se declarou inocente durante audiência judicial, teve a fiança fixada em 10 mil dólares e passou a responder ao processo na Justiça americana.
No caso de Minas Gerais, um notebook, um telefone celular e roupas usadas durante a ação foram apreendidos.
O homem foi preso em flagrante e encaminhado à Polícia Civil, que segue investigando o caso.
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