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Suspensão da guerra em Gaza e 57 palestinos são mortos

O primeiro dia da reviravolta do presidente Trump em Israel e em Gaza terminou também com milhares de manifestantes na Praça dos Reféns, em Tel Aviv

Por Redação
REDAÇÃO

04/10/2025 • 17:19 • Atualizado em 04/10/2025 • 17:19

Moises Rabinovici
Gaza

Gaza

Reuters

O primeiro dia da suspensão dos bombardeios israelenses a Gaza terminou com 57 mortos. Israel confirmou ter matado 18 palestinos, entre eles crianças, numa operação defensiva cujo alvo era um militante do Hamas, no bairro de Tuffah, dentro da Cidade de Gaza.

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Era “uma ameaça às tropas”, justificou o porta-voz militar. “Foram tomadas todas as medidas para evitar a perda de civis, inclusive com o uso de munição de precisão, observação aérea e informações da inteligência militar”, ele informou.

O primeiro dia da reviravolta do presidente Trump em Israel e em Gaza terminou também com milhares de manifestantes na Praça dos Reféns, em Tel Aviv, carregando um gigantesco cartaz em que estava escrito: “É AGORA OU NUNCA”.

Depois que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu se revelou surpreso com a aceitação imediata por Trump da resposta do Hamas a seu plano de 20 pontos, que ele considerou ser uma “rejeição”, foi a vez da liderança palestina se surpreender. Pedidos de clarificação de alguns pontos já foram feitos. E assim vai em frente a negociação para a troca de 48 reféns vivos e mortos por 1.950 prisioneiros palestinos, nesta segunda-feira, no Cairo.

O Hamas ficou decepcionado com um novo ultimato de Trump, neste sábado: se a cúpula palestina não seguir adiante rapidamente, ele vai “implodir” o plano à mesa. Acaso já não foi demonstrada “a nossa boa vontade?” — perguntou um diplomata árabe.

Israel está enviando ao Cairo o ministro de Assuntos Estratégicos, Ron Dermer, os responsáveis pelos reféns, Gal Hirsch e Nitzan Alon, o vice-diretor do Shin Bet e o chefe do Mossad. Dos Estados Unidos irão o negociador da Casa Branca, Steve Witkoff, e Jared Kushner, o genro de Trump que montou os acordos de Abraão entre Israel e alguns países árabes, e que tende agora a crescer se a paz prosperar. O Catar e a Turquia também estarão presentes.

A partir do momento em que for definida a logística para a libertação dos reféns e dos prisioneiros palestinos, ela deverá ser implementada em 72 horas. A retirada de Israel de Gaza será gradual. A Casa Branca forneceu um mapa em que delineia três fases até restar uma zona tampão de segurança ao longo da fronteira. Restam, porém, muitos outros detalhes a resolver, principalmente sobre a presença do Hamas em Gaza, e o seu desarmamento.

O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, que lidera o partido de extrema direita Otzma Yehudit (Poder Judaico), já avisou que abandonará a coligação do governo “se o Hamas continuar a existir” depois da libertação dos reféns. Ele não admite a parte do plano de Trump que concede anistia aos palestinos que baixarem as armas, ou lhes garante passagem segura para o exílio em outros países. “Não faremos parte de uma derrota nacional que será uma desgraça eterna e que se transformará em uma bomba-relógio para o próximo massacre”, ele declarou.

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