Band Jornalismo

Tarcísio de Freitas manifesta apoio a Bolsonaro após denúncia da PGR: "Estamos juntos"

O governador de São Paulo disse acreditar que o ex-presidente não teve qualquer envolvimento com o plano de golpe de Estado, que teria sido preparado após a eleição de 2022

Por Redação
REDAÇÃO

19/02/2025 • 09:46 • Atualizado em 19/02/2025 • 09:46

Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em ato na Av. Paulista

Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em ato na Av. Paulista

REUTERS/Carla Carniel

Tarcísio de Freitas se pronunciou, na manhã desta quarta-feira (19) sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na publicação, compartilhada nas redes sociais, o governador de São Paulo declarou seu apoio ao ex-presidente e disse acreditar que Bolsonaro não teve qualquer envolvimento com o plano de golpe de Estado, que teria sido preparado após a eleição de 2022.

Compartilhar

"Jair Bolsonaro é a principal liderança política do Brasil. Este é um fato. Jair Bolsonaro jamais compactuou com qualquer movimento que visasse a desconstrução do estado democrático de direito. Este é outro fato. Estamos juntos, presidente", escreveu Tarcísio.

O que aconteceu?

A PGR (Procuradoria Geral da República) denunciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais 33 pessoas por envolvimento em um plano de golpe de Estado, que teria sido preparado após a eleição de 2022. Veja abaixo, no fim do texto, a lista de todos denunciados e as defesas de Bolsonaro e Braga Netto.

A denúncia, com 270 páginas, diz que Bolsonaro e o candidato a vice-presidente dele, Walter Braga Netto, eram os líderes de uma organização criminosa responsável por “atos lesivos” à democracia. Segundo a PGR, o atentado era contra os 3 poderes e "com forte influência de setores militares".

Portanto a PGR considera que há indícios suficientes para concluir que houve crime. Neste caso a maioria dos denunciados, inclusive Bolsonaro, é acusada por 3: golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.

Quando o plano começou a ser revelado, foi divulgado que a intenção era matar o presidente Lula (PT) e o vice Geraldo Alckmin (PSB). De acordo com a PGR, Bolsonaro sabia dessa intenção: "O plano foi arquitetado e levado ao conhecimento do Presidente da República, que a ele anuiu , ao tempo em que era divulgado relatório em que o Ministério da Defesa (Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira) se via na contingência de reconhecer a inexistência de detecção de fraude nas eleições", escreveu o procurador-geral.

O inquérito que deu origem à denúncia, feito pela Polícia Federal, concluiu que esse plano golpista não foi colocado em prática porque o Exército não aderiu.

Agora, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidirá se acata a denúncia, o que tornaria o ex-presidente réu e iniciaria uma ação penal contra ele. O relator é Alexandre de Moraes.